A Câmara Municipal de Santa Cruz anuncia com orgulho uma execução da receita de 103% nas contas de 2025, procurando fazer passar este indicador como o principal sinal de boa gestão. Mas, para os vereadores eleitos pela Coligação Mais Santa Cruz, esta leitura esconde dados bem mais relevantes e com impacto directo na vida do concelho.
“A execução da despesa ficou-se pelos 78% e a execução do investimento não ultrapassou os 59%, o que demonstra uma forte incapacidade de concretizar os projectos e investimentos aprovados. Em áreas fundamentais para o desenvolvimento do concelho, ficaram por realizar quase metade das intervenções previstas”, refere uma nota.
“O resultado positivo do exercício, cerca de 6 milhões de euros, também merece ser analisado com rigor. Este valor só é possível graças à incorporação de aproximadamente 12 milhões de euros de saldo de gerência de 2024. Sem isso, o exercício teria terminado com um resultado negativo de cerca de 6 milhões de euros. Não se trata, portanto, de um saldo assente numa gestão exemplar, mas sim do recurso a verbas transitadas do passado”, diz uma informação à comunicação social.
Mesmo assim, torna-se difícil compreender como, com um suposto saldo positivo, continuam a ser adiados investimentos estruturantes e decisivos para o futuro de Santa Cruz.
Acresce ainda o facto de quase metade da contratação pública ter sido realizada por ajuste direto. Depois de tanto criticar o PSD, afinal o JPP faz pior. Tornaram-se os ‘reis’ do ajuste directo, fragilizando os princípios da transparência e da concorrência.
Em suma, as contas revelam um executivo mais preocupado com indicadores de propaganda do que com a execução efetiva de investimento, o desenvolvimento do concelho e a melhoria das condições de vida da população.
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