PS salienta aumento da precariedade e lamenta apoio do GR ao pacote laboral

 A presidente do PS-Madeira, Célia Pessegueiro, manifestou, hoje, a sua preocupação em relação às alterações à legislação laboral, que o Governo da República leva agora ao Parlamento, alertando para o facto de as mesmas potenciarem a precariedade e um retrocesso em relação a direitos conquistados pelos trabalhadores.

Célia Pessegueiro, juntamente com o deputado à Assembleia da República, Emanuel Câmara, e outros elementos do partido, reuniu-se esta manhã com a UGT-Madeira, com o objectivo de ouvir as preocupações dos representantes dos trabalhadores sobre esta matéria.

A líder socialista referiu a sua apreensão em relação a uma série de problemas que a proposta do Governo vem trazer, designadamente o aumento da precariedade, com o alargamento dos contratos a prazo e a introdução de bancos de horas negociados individualmente, bem como a perda de poder negocial por parte dos trabalhadores.

Célia Pessegueiro teceu críticas ao facto de, depois de terem sido alcançados alguns entendimentos e retiradas algumas matérias da proposta inicial, o Governo ter ignorado todos estes meses de conversações e o esforço de concertação social, dando entrada no Parlamento a uma proposta que volta a incluir todas essas alterações iniciais. Um dos exemplos de retrocesso nos direitos dos trabalhadores tem a ver com a falsa ideia de que a flexibilização é vantajosa para os trabalhadores jovens. “Se flexibilidade é estar mais anos em contratos a prazo, nós não conseguimos entender em que é que isto é bom para os trabalhadores”, apontou.

A presidente do PS-M não deixou também de mostrar a sua preocupação com o apoio que temos assistido por parte do presidente do Governo Regional a estas alterações à legislação laboral. Como disse  Célia Pessegueiro, o facto de Miguel Albuquerque defender intransigentemente esta proposta já deixa antever que “o PSD/Madeira vai estar ao lado do Governo da República e quererá fazer aprovar este pacote laboral”.

Um pacote que, fez notar, não tem a concordância de outros partidos, precisamente pelo facto de não introduzir as alterações necessárias para transformar o trabalho em Portugal e por deixar cair direitos conquistados anteriormente pelos trabalhadores.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.