A presidente do PS-M desafiou, hoje, o Governo Regional a mostrar que soluções tem previstas para responder ao elevado número de casos de altas sociais – as chamadas altas problemáticas – depois de ter perdido a oportunidade de criar cerca de 460 novas camas em lares e cuidados continuados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Em conferência de imprensa realizada esta manhã, junto ao Hospital Nélio Mendonça, Célia Pessegueiro deu conta do facto de os problemas na saúde terem vindo a agudizar-se, em particular nesta unidade, com as urgências a não terem capacidade para acolher e tratar adequadamente os doentes e com as dificuldades existentes ao nível dos internamentos, por falta de camas disponíveis.
A líder socialista condenou a tentativa do Governo de responsabilizar as famílias por causa das situações de altas sociais, alertando que, em muitos casos, estamos a falar de pessoas com algum grau de dependência que não podem regressar às suas casas, porque as famílias não têm as condições necessárias para lhes prestarem o apoio de que necessitam, refere uma nota.
Conforme disse, este é um problema que já se arrasta há vários anos, mas que se agudizou. Enquanto que, antes, o problema só se colocava quando havia picos de procura pelas urgências (como por exemplo na altura das gripes), agora esta situação verifica-se o ano inteiro, sem que haja espaço suficiente para acolher os doentes em situação de urgência e para o seu internamento.
De acordo com Célia Pessegueiro, neste momento, no conjunto das unidades do SESARAM, existem mais de 500 pessoas em situação de alta clínica, porque o Governo não dá a resposta necessária e que lhe compete.
A presidente do PS-Madeira deu conta que, ao abrigo do PRR, o Executivo perdeu a oportunidade de criar cerca de 460 camas em lares e cuidados continuados, que se revelariam fundamentais para resolver muitas destas situações, perguntando directamente qual é a resposta que o Governo tem para este problema através do Orçamento Regional. “Perdidas estas 460 camas do PRR, qual é a programação do Governo Regional. Quantas camas vai lançar por ano para dar resposta, tanto em lar, como em cuidados continuados?”, questionou.
Célia Pessegueiro aproveitou para referir que, com a entrada em funcionamento em pleno do Hospital Central e Universitário da Madeira, o hospital Nélio Mendonça deve manter-se na esfera pública vocacionado para a área da reabilitação e dos cuidados continuados. “Esta unidade tem recebido e continua a receber investimentos e é o espaço indicado para dar essa resposta”, adiantou, salientando que os velhos problemas não podem transitar para o novo hospital.
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