Imagens da viagem dos finalistas a Punta Umbria mostram que a diversão é compatível com a responsabilidade

 

Fotos DR.

Partiram em clima de festa e voltaram com os mesmo fulgor e adrenalina, desta feita já com indisfarçável nostalgia dos momentos vividos em Punta Umbria. Dos dez mil estudantes do país no Sul de Espanha, mais de 500 eram madeirenses e fizeram a viagem de sonho, sem incidentes e para memória futura.

Um misto de encantamento e saudade é agora vivido pelos jovens. Seis dias de evasão total dos estudos e da rotina fizeram a história de uma viagem que serviu também para fortalecer laços de amizade e testar a autonomia dos jovens estudantes no sul de Espanha.

Os incidentes com os colegas portugueses em Torremolinos não lhes passaram naturalmente ao lado. Francisco Valadares lamenta-os ao FN, mas considera que “é necessário prevalecer o bom senso e não entrar em generalizações absurdas”. Aliás, acrescenta, “os estudantes madeirenses souberam mostrar que a diversão é compatível com a responsabilidade. A organização da Xtravel revelou eficácia e, sobretudo, o espírito do grupo tornou esta viagem inesquecível”.

Um dos momentos simbólicos da viagem dos finalistas foi a homenagem a Lino Velosa, estudante da Escola Secundária de Jaime Moniz, falecido no ano passado, num acidente de viação. A ideia partiu do colega Francisco Valadares, “com o objetivo de recordar, também nas horas felizes, os amigos que deixam a sua marca na nossa vida e que certamente gostariam de ter estado em Punta Umbria connosco”.

Também Francisco Maria Pereira, presidente da comissão de finalistas da Escola Secundária de Jaime Moniz salientou ao FN que a viagem foi extraordinária e marcante. Os mais de 500 estudantes madeirenses ficaram instalados num excelente resort, em Punta Umbria, e beneficiaram de ótimo alojamento, bom tempo e grandes artistas.

A rotina não tinha lugar nesta incursão em terras espanholas. Segundo Francisco Pereira,  “Quando não almoçávamos, desfrutávamos  dos snacks antes de mergulharmos. Passávamos as tardes a usufruir de atividades de lazer e desportivas e todos os dias, à tarde, havia uma festa diferente para os mais corajosos (espuma, balões de água, cores…)”

À noite, pelas 22h00, o buffet era servido e a festa só começava verdadeiramente a partir da meia noite, nas praças de música ao vivo (rock, hip hop, reaggae, entre outros géneros musicais)”.

Mas há mais para contar: “Quando acabava a música nas praças, chegava a melhor altura da noite; uns iam para o XSpot (palco principal dos concertos com capacidade para sete mil pessoas); outros ao MANGÚ, e ainda outros ao La Suite. Mas, sem dúvida, o preferido dos madeirenses era o Maria dos Copos, onde ouvíamos grandes êxitos da música, desde os 80’s até aos nossos dias”.
As férias dos estudantes prosseguem, agora a recuperar do inevitável desgaste de uma semana de animação pela noite dentro. Seguir-se-á certamente a reta final do 12.º ano de escolaridade, a chamada aos exames nacionais e tentar a sorte no acesso à universidade. Uma viragem ainda maior que se começa a desenhar a partir de setembro próximo. Até lá, energias reforçadas com as memórias de sonho da viagem a Punta Umbria.