
A avaliar pelo percurso do secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, que tutela a comunicação social, não podemos dizer que se dê mal com as bolas de cristal, antes pelo contrário, deve ser um “tu cá, tu lá”. Tem acertado na muche. E quando não acerta, a muche vem ter com ele. A vida é mesmo assim, dos audazes, daqueles que arriscam com as bolas que têm. E quando não têm, às vezes é necessário jogar com as bolas dos outros. Como dizia um velho anúncio, que tem barbas mas há quem se lembre, que fazia referência à importância de “manter a chama viva onde quer que viva”, o que interessa é não apagar a chama e, também, não largar a bola. Se apaga, outro acende. Se larga, outro pega.
Não acreditamos que Sérgio Marques seja homem de “ir à bruxa”. Mas lá que deve segurar bem a bola de cristal que tem, para encontrar o caminho da privatização do JM, lá isso não temos dúvidas. Há tanta coisa em jogo, para quem está vendedor e para quem está comprador. Criou o “menino” de ano e meio, chamou a si a paternidade e, agora, o secretário, em nome do governo, quer rapidamente dar corpo à expressão popular “vai chamar pai a outro”. O outro, é claro, até pode ficar, mas quer “pensão de alimentos” para a “criança”. E Sérgio Marques não sabe outra coisa. Não tem feito outra coisa e pode não fazer outra coisa, de uma forma ou de outra. Sabe muito bem que não é coisa pouca. Como se dizia na adolescência: “bruxo”.
Já vimos, pela imagem, que o secretário parece tê-los na mão, na esperança que a sua bola de cristal não o deixe ficar mal também neste processo. Há quem acredite no Pai Natal. Não podemos levar a mal acreditar na bola de cristal. Há que respeitar o imaginário de cada um. Mas convém fazer bem as contas. Porque, contas feitas, podemos acreditar tanto na bola de cristal que nem nos apercebemos que ela está nas mãos dos outros.
Os negócios, às vezes, têm destas coisas, provocam deslumbramentos, encantamentos conjunturais, que podem tornar-se descontentes se, a seu tempo, houver quem não saiba que, em todos os tempos se viu que tanto o poder cai nas mãos, como delas sai com a mesma velocidade. Quem compra, compra bem, quem vende olhos tem. Se não tiver mais olhos que barriga…
Como diz o povo, e bem. “Cautela e caldos de galinha, não fazem mal a ninguém”.
Se assim não for, pode vir aí um “caldinho” que nem com bola nem com “bruxa”.
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