Carlos Pereira assegura que não prometeu qualquer percentagem de co-financiamento para o hospital

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Nas suas habituais notas do dia, Carlos Pereira, chama a atenção para a mentira no discurso político.

“Termino esta semana com apenas esta nota porque não queria deixar de sublinhar a necessidade de combater a propaganda e a mentira no discurso político. Tenho muita pena de dizer isto mas não há outra forma: o PSD-M mente descaradamente, como fez no passado, e continua sem nenhum prurido em fazê-lo, mesmo sabendo que afecta a honorabilidade das pessoas. Ontem, evitei que a presença da Madeira na AR fosse alvo de chacota e até vergonha, evitando responder à deputada do PSD-M que resolveu transportar o discurso trauliteiro para o parlamento nacional. Fi-lo com a convicção que prestava um serviço à imagem da nossa terra. Contudo, não é possível deixar passar e sublinhar que não vale tudo na política e, quero realçar, que a liderança do PSD-M devia evitar que o desespero político transborde em todos os lados e de formas quase tresloucadas”.

O deputado socialista reafirma o que já disse: “nunca prometi qualquer percentagem de co-financiamento para o hospital apenas o compromisso de apoio do governo do PS. E conseguimos ir bastante mais além do que todos esperavam”

E deixa um desafio, que não devia ter nada de insólito mas de natural: “todos os que me acusam dessa promessa que demonstrem onde está escrito, ou onde pode ser visualizado ou mesmo ouvido. Hoje, onde tudo fica registado não é difícil fazer este fact check. Mas se acusam e não demonstram e fingem que não têm de o fazer, revelam o mais insuportável da política e da demagogia a todo o custo. Mas quem os protege deste comportamento ou mesmo considera normal mentir para sacudir a pressão, sem qualquer responsabilidade ou consequência, é cúmplice de tudo isto”

A terminar afirma que  “não vale a pena nos queixarmos da podridão da política, é preciso sermos consequentes e aquilo que há quem considere de insólito eu apelido de sinais claros de seriedade e confiança. É verdade, assumirei todas as consequências se me demonstrarem que alguma vez fiz essa promessa. Mas espero que quem acusou e não prova que assuma que mentiu e peça desculpa, caso contrário está a conspurcar a vida pública e a verdade”.


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