Eleições Americanas: a vitória dos senhores da guerra

icon-raquel-coelho-opiniao-forum-fn-cO mundo assistiu boquiaberto às eleições americanas, dado o carácter sórdido das campanhas de ambos os candidatos.

De um lado tínhamos, Hillary Clinton, a candidata dita do “establishment” que votou a favor da Guerra do Iraque e recebeu donativos da elite financeira responsável pela crise mundial e do outro Trump, um xenófobo alienado de Extrema-Direita.

Nunca houve eleições presidenciais em que os dois maiores candidatos fossem tão impopulares. Embora, os media, tenham tentado impingir que Clinton representava o mal menor. Mesmo assim – Trump venceu -, deixando imediatamente Wall Street e o Pentágono em “polvorosa”.

Não percebi o porquê do alarido, quando ambos servem o mesmo “mestre”. Talvez, o “imperialismo”, lance estas cortinas de fumo propositadamente para ludibriar a opinião pública.

O certo, é que ambas as candidaturas revelaram a decadência dos EUA e do Sistema Capitalista com a sua medíocre democracia, onde apenas existe lugar para o bi-partidarismo Democrata e Republicano. Sendo todos os restantes partidos esquecidos e ignorados pela opinião pública graças à influencia e manipulação dos grandes órgãos de comunicação social (ABC News, o New York Times,  a Fox News, a  CNN  e o Washington Post).

O mundo está em paranoia com a vitória de Trump, mas a verdade é que ambos os candidatos presidenciais não passam de uma marioneta do FBI, da Cia e do Pentágono – são faces da mesma moeda.

icone-eleicoes-americanasTirando a guerra do Golfo e do Afeganistão a mando de George W. Bush, todas as outras guerras foram desencadeadas por democratas. Quem alimentou o auto-proclamado, “Estado Islâmico”, foi Obama para derrubar Bachar El-Assad na Síria e tomar conta do petróleo naquele país. Para os mais esquecidos, lembrem-se, que a principal promessa eleitoral de Barack Obama foi o encerramento da prisão de Guantánamo, mas esta ainda contínua em funcionamento.

Isto ao fim ao cabo, estas eleições não passa de uma diversão mundial, enquanto os senhores da guerra conspiram para conquistar o mundo. Quem ganhou as “eleições” na América, mais uma vez, foi a indústria bélica e é com isso que o mundo se devia preocupar.

 

 

 

 

 


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