Elevadores do Várzea Park sem certificação CE

varzeraaaasO edifício Várzea Park, em São Martinho, continua a dar que falar e a situação dos moradores mantém-se, 25 elevadores não funcionam, devido a penhora por dívidas da antiga administração (Charib) do condomínio  à empresa de manutenção de elevadores Otis.

Tal como o Funchal Notícias já noticiou o valor da dívida da antiga administração à Otis é de 85 mil euros, razão pela qual, um agente de execução tem penhorados actualmente, 25 elevadores.

Contudo, e segundo o  FN apurou a situação é mais grave do que parece à primeira vista. É que os elevadores do Edifício Várzea não têm certificação CE (Marcação CE, que atesta que o produto, neste caso, os elevadores estão conforme as normas de legislação no espaço europeu), ou seja, a empresa que colocou os elevadores a funcionar em 2007 (prédio com 9 anos) Otis tinha noção de que os elevadores não tinham marca CE porque o referido prédio foi uma obra feita a custos controlados pela empresa Sotrabalho – Construções, Lda, que entretanto abriu insolvência.

O grande problema desta falha de fazer obras a custos muitos baixos é que agora mesmo que a actual empresa que gere o condomínio do Várzea Park, a MADecondoninium, pague a dívida à Otis, o prédio necessita de elevadores novos e certificados o que vai imputar mais custos aos condóminos e à actual administração.

Além deste problema há o facto de a antiga administração (Charib) ter posto termo ao contracto com a Otis sem comunicar aos condomínios e ter dado a manutenção dos elevadores a uma empresa que pertencia à administração da Charib.  Segundo as explicações dadas ao FN por fonte próxima do processo “houve abuso de poder” Ou seja, “a administração da empresa Charib adjudicou a manutenção dos elevadores do Várzea Park por 100 mil euros, e esse dinheiro nunca foi justificado aos condóminos”.

Actualmente a situação é extremamente complexa porque com 35% dos moradores com processos em tribunal por falta de pagamento das quotas e com uma dívida a terceiros a rondar os 400 mil euros, da antiga administração, é difícil para a nova administração colocar os elevadores e o prédio a funcionar.

 


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