Apartamentos Várzea Park em rutura com má gestão do condomínio, credores à perna e elevadores bloqueados

varzeraaaasQuando foram construídos, ficaram conhecidos como “a cadeia nova”. O impacto era brutal na paisagem e deu que falar. Localizados em São Martinho, no número 138 do Caminho do Amparo, os Edifícios Várzea Park entraram num processo de degradação e de forte contestação à anterior empresa gestora do condomínio que terá deixado as contas a zero, segundo alegam os moradores. A situação é de tal ordem que, a “Otis”, responsável pela manutenção dos elevadores, suspendeu este serviço, por dívidas não pagas que rondam os 80 mil euros.

Neste momento, o complexo habitacional com cerca de 300 apartamentos e muitas lojas comerciais, está sem elevadores, o que tem causado grandes problemas a todos, particularmente aos deficientes que habitam no prédio.

Segundo o FN apurou junto dos habitantes dos imóveis, os problemas não se terão resolvido com a empresa Sharib-Gestão de Comdomínios, antes agravaram-se. A maioria dos habitantes recusava-se a pagar as contas e aquelas que eram pagas não chegavam alegadamente aos credores. As dívidas foram-se acumulando, a manutenção dos espaços foi-se degradando e, se este complexo habitacional já não era bem visto devido à sua configuração arquitetónica e impacto na paisagem, tudo começou a se degradar.

Entretanto, a Sharib, um franchising na área da gestão dos condomínios, saiu de cena, mas as dívidas estão por pagar. Há cerca de um ano que está outra empresa a tentar arrumar a casa (Madcondomínios), mas os problemas são muitos e a falta de dinheiro para pagar aos credores e manter os espaços é óbvia.

Esta manhã, o FN sabe que houve uma reunião tensa de condomínio, na sequência do bloqueio dos elevadores, e os habitantes aguardam por soluções.

Recorde-se que esta construção foi feita pela empresa “Só Trabalho”, entretanto falida, na sequência da crise na construção e a acamulação de dívidas. Os empreendimentos nasceram no terreno numa chamada construção a preços controlados, há cerca de 10 anos, entre a Câmara Municipal do Funchal e o então Instituto de Habitação da Madeira.

Neste momento, a situação é delicada e há mesmo condóminos que estão a participar às entidades oficiais o desnorte e degradação no Várzea Park. Além da falta dos elevadores, há materiais muito degradados, desde varandas a portas e até mesmo a área de lazer infantil. As infiltrações de água também constituem um problema.

Um dos habitantes revelou ao FN que pagam 50 euros mensais de condomínio e os problemas continuam a agravar-se. Na sua opinião, as entidades regionais deveriam fazer a inspeção ao local e verificar as condições de habitabilidade do espaço. Sem dinheiro, os problemas não se resolvem e os moradores veem-se envolvidos num grande sarilho.