“O Funchal foi durante décadas o lugar onde o 25 de Abril não era data”

13094315_963845273730763_5211177403791123615_nA afirmação é de Paulo Cafôfo e não pode ser levada à letra. É certo que os quase 40 anos de jardinismo ofuscaram as comemorações mas houve sempre resistentes.

A USAM, por exemplo, nunca deixou de assinalar a data.

Mas percebe-se o que diz Paulo Cafôfo na sua webletter desta semana (Rota para o futuro) dedicada ao ‘Funchal de Abril’.

O Funchal voltou a comemorar Abril. Por convicção e pelos valores que transportamos na forma como, não só neste dia, mas em todos os dias das nossas vidas e da governação da capital da Região Autónoma da Madeira, fazemos acontecer os ideais da Revolução. Não é demais relembrar que nesta cidade não se celebrava o 25 de Abril. O Funchal foi durante décadas o lugar onde o 25 de Abril não era data, ou melhor, era data apagada do calendário”, escreve o edil.

“Havia uma espécie de névoa, uma cortina opaca, que procurava tapar a Revolução que deu origem à democracia que nos orgulhamos, à Constituição que nos rege, ao poder local que exercemos e à Autonomia em que vivemos. E é importante que não se apague a memória, nem que se dê por garantida a conquista. É importante lembrar às pessoas, trazê-las para festejar connosco, como aconteceu no sábado à noite na Praça do Município, com o extraordinário concerto dos Deolinda”, auto-elogia-se.

Como destaques positivos, Paulo Cafôfo refere a iniciativa ‘Limpar o Funchal’ e a requalificação do mercado dos Lavradores.

Pela negativa, o destaque vai para as mais que prováveis eleições e Espanha e o desaparecimento físico de Lília Bernardes.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.