Quem paga o novo hospital? Boas perspetivas nas negociações com Primeiro Ministro

 

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Fotos Rui Marote

Na entrevista concedida ao Funchal Notícias, João Faria Nunes mostra-se otimista na solução para o financiamento do novo hospital, a grande empreitada do regime.  Sem querer pôr a carroça à frente dos bois, o secretário faz fé no diálogo entre Miguel Albuquerque e António Costa e reafirma que esta construção e gestão não passa pelo privado mas apenas pelo setor público.

FN – O dossier novo hospital é outro assunto na ordem do dia. Vamos falar claro: a sua construção é financiável e por quem?

JFN – Neste momento, é um assunto que está a ser tratado entre o Presidente do Governo e o Primeiro Ministro de Portugal e há boas perspetivas.

FN – Mas sejamos mais concretos: só conversa politicamente correta do tipo “sim, vamos ver…” e continua o financiamento em aberto?

JFN – Aqui não há conversa. Estamos na fase do redimensionamento do programa funcional do novo hospital. Depois, passaremos para a alteração da arquitetura.

FN – Mas a questão nuclear é saber quem paga.

JFN – Por isso mesmo é que está a ser tratado nas mais altas instâncias.

FN – É equacionada a hipótese de haver uma parceria com um grupo privado da saúde?

JFN – Não estamos a pensar em parcerias público-privadas. Como já disse no Parlamento, queremos um hospital de construção e gestão 100% públicos.

FN – Temos um Governo Regional social-democrata e um Governo da República socialista. Acha que as coisas se complicaram no sentido da facilidade de comunicação e interação entre a Madeira e o Continente?

JFN – Não vejo como. Todos devem ter as suas responsabilidades e sentido de Estado e não misturar questões partidárias com questões suprapartidárias, como é a construção do novo hospital que é fulcral para a saúde na Madeira. E as coisas, posso dizê-lo, estão a correr bem. Aliás, todos os partidos concordam com a construção do novo hospital, sendo portanto um assunto suprapartidário, o que me apraz registar e agradecer, sobretudo este sentido de Estado que tem existido. Outra coisa não seria de esperar.

FN – Na sua visão mais otimista, para quando é que os madeirenses poderão contar com o novo hospital?

JFN – É uma resposta difícil de dar. Gostaria que o início das obras fosse no meu mandato. Mas isto são processos burocráticos que envolvem concursos públicos internacionais. As coisas devem ser feitas como mandam os procedimentos públicos de contratação. Mas tudo está a andar.

FN – Também aqui,, o grupo de trabalho que foi constituído para estudar o novo hospital acabou, desentenderam-se e alguns deixaram de poder continuar.

JFN – Ninguém se desentendeu. Agora passámos para um grupo técnico e atravessamos uma fase de audição das várias partes. É um trabalho altamente técnico para fechar o programa funcional a curto prazo.