O “trambolho” de Bruxelas

trambolho
Ilustração José Alves

Portugal aguarda com suspense a decisão da União Europeia: aprova ou não o orçamento para 2016 apresentado pelo governo de António Costa? Esta tem sido a questão de fundo a alimentar os debates nos últimos tempos.

Do lado europeu, o presidente Juncker já respondeu à esquerda: Portugal tem de obedecer aos tratados e ao Pacto de Estabilidade. O que é isso de dizer que quem faz e manda nas nossas contas são os portugueses?

Digamos que o orçamento segue dentro de momentos já que a Comissão Europeia deverá pronunciar-se esta sexta feira. António Costa bem se desdobra, com Mário Centeno, na maratona da concertação, no espalhar de consensos, nas explicações técnicas nos bastidores, mas todos o sabem que, em matéria de números, o raciocínio não deixa margem às emoções.

Neste momento, o orçamento português tornou-se, como soi dizer-se, no “trambolho” de Bruxelas, como bem designa o nosso cartoonista, José Alves, e  que muita água fará ainda correr debaixo da ponte.

À ilharga está a linha PSD e CDS, afastada do poder, a ver quando o barco naufraga e Bruxelas “tira o tapete” a este governo que chegou ao poder com o acordo da esquerda. No fundo, a vida é uma eterna disputa pelo poder.