A paz exige o compromisso de todos, lembra o bispo do Funchal

bispo papa

Duarte Olim

O bispo do Funchal presidiu nesta quinta feira (31 de dezembro) à  tarde, na Sé, à tradicional missa de ação de de graças com “Te-Deum”,  para assinalar a passagem de ano. A celebração contou também com a  presença do bispo emérito Teodoro de Faria, das principais entidades oficiais da região e foi animada liturgicamente pelo Coro e Orquestra
da Madeira.
Na homilia, António Carrilho destacou o “dinamismo pastoral” ao  longo de 2015, nas “paróquias e arciprestados”, com destaque para as  atividades alusivas ao Ano da Vida Consagrada, nomeadamente o  «conjunto de eventos e celebrações que, por feliz coincidência,  assinalaram de forma testemunhal a riqueza e a variedade de carismas  de muitas vocações deespecial consagração». Neste contexto, recordou  a «inauguração e bênção do restaurado convento franciscano de S.  Bernardino (Câmara de Lobos, a celebração dos 90 anos da vinda e
presença das Irmãs da Apresentação de Maria na nossa Diocese; a  comemoração dos nascimentos de S. João Bosco, fundador dos Salesianos  e de Santa Teresa de Jesus, Carmelita (V Centenário); a comemoração do  centenário da morte de S. Bento Menni, da Ordem de S. João de Deus e  fundador das Irmãs Hospitaleiras e abertura do centenário da morte da
Irmã Mary Jane Wilson, fundadora das Irmãs Franciscanas de Nossa  Senhora das Vitórias». Referiu-se ainda à celebração diocesana do  «grande Jubileu Sacerdotal das Bodas de Ouro e de Prata de 12  ordenações presbiterais», no mês de julho, entre outras realizações.
No tocante à Igreja universal, o bispo do Funchal passou em  revista as viagens apostólicas e os gestos “proféticos” do papa  Francisco, a proclamação do Ano da Misericórdia, e citou várias  passagens da mensagem do Santo Padre para o 49.º Dia Mundial da Paz  que se assinala a 1 de janeiro, cujo tema é  “Vence a indiferença e  conquista a paz”, com apelos dirigidos a toda a humanidade. «Além dos  compromissos dos chefes de estado e da comunidade internacional para  promover a paz, este apelo dirige-se a todos os homens e mulheres de  boa vontade. “É indispensável o contributo da família, da escola, de  operadores culturais, dos media, mas também dos intelectuais e dos  artistas. Só podemos vencer a indiferença, enfrentando juntos este  desafio”, diz o Santo Padre. E acrescenta: “Também os Estados são  chamados a cumprir gestos concretos, atos corajosos a bem das pessoas  mais frágeis da sociedade, como os reclusos, os migrantes, os  desempregados e os doentes” (Mensagem, 8). Mais: «Urge fomentar a  cultura da solidariedade e da misericórdia para vencer a indiferença e  construir a paz. “Este comportamento de indiferença pode chegar  inclusivamente a justificar algumas políticas económicas deploráveis,  precursoras de injustiças, divisões e violências, que visam a  consecução do bem-estar próprio ou o da nação” (Mensagem, 4). Todos  podemos comprovar as influências nefastas causadas pela globalização  da indiferença, na ecologia humana e ambiental», sublinhou o bispo do  Funchal.


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