
E o ritual repete-se para os ilhéus que estudam nas universidades portuguesas e além fronteiras: depois das férias e de saciada a saudade, setembro é mês de regresso à academia e às sebentas. Que o digam também os emigrantes que retomam o trabalho no estrangeiro com alma cheia de nostalgia da terra natal.
Trocam-se olhares, evocam-se com saudade os arraiais de verão e a qualidade de vida da ilha onde tudo é pequeno e fácil de chegar e toca a seguir em frente para abraçar o desafio dos estudos. Sabem bem que o país lhes dará em troca do diploma suado, o desemprego imediato. Ainda não sabem se o primeiro-ministro do seu País, após a licenciatura. lhes dirá que o desemprego é uma oportunidade ou então que emigrar não é uma fatalidade.
Mas apesar das mensagens nada encorajadoras dos políticos do seus País, as centenas de estudantes continuam a levar na mala o sonho de uma carreira através do trampolim dos estudos. Se não os quiserem, terão de continuar a conviver com a nostalgia da terra, da família e dos amigos, entre aeroportos e culturas tão díspares que os acolham.
No Aeroporto Internacional da Madeira, os estudantes quase que prenchem na totalidade as filas das companhias low coast e da TAP. O movimento de voos tem sido intenso para dar resposta a estes regressos e até mesmo estreias dos estudantes acabados de ingressar no ensino superior.
Desta vez, estudantes e residentes levam no horizonte dos reembolsos o novo subsídio de mobilidade, que ainda não entendem na sua plenitudade, mas, quem sabe, no regresso, os governantes da sua ilha já terão feito os reajustamentos que se impõem a breve trecho, nomeadamente encurtar o excessivo prazo para o reembolso.
Eles saem e de lá chegam-nos ecos da tradição académica, na abertura de mais um ano escolar: “Fra, fra, fre, fre… ” Que se acautelem os caloiros porque os espera uma missão árdua por parte dos veteranos da folia.

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