Defesa de Sócrates acredita que o processo pode ser arquivado

 

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João Araujo, advogado de Sócrates- Foto retirada do jornal: ionline.pt

O advogado de José Sócrates, João Araújo, considera que o Ministério Público (MP) “começou, em prestações suaves, a bater em retirada”. A defesa do antigo primeiro-ministro está a prestar declarações à comunicação social numa conferência de imprensa que estava agendada para as 11h00, depois de, na última noite José  Sócrates ter saído do Estabelecimento Prisional de Évora, onde estava em prisão preventiva. O antigo primeiro-ministro socialista está agora em prisão domiciliária, sem pulseira electrónica.

O seu advogado,João Araújo, considera que esta decisão sustenta o que a defesa garante desde a primeira hora: “este processo não tem sentido, não tem razões sérias, não há factos, não há provas.” O advogado lembrou ainda que, “ao fim de nove meses, não há acusação”.

“Ultrapassaram-se todos os prazos da decência (…) este é um país que está doente, esqueceu a liberdade”, declarou João Araújo, depois de ter considerado a decisão do juiz uma “derrota absoluta da investigação do MP”.

A defesa de José Sócrates explicou ainda que o seu cliente pode falar com a imprensa quando quiser e que não tem “quaisquer retrições” para responder aos jornalistas.  “Pode falar quando quiser. Não há restrições para falar livremente com a imprensa”, afirmou o seu advogado.

Pedro Delille, outro elemento da defesa de Sócrates, garante que “consolidou-se os indícios de que não há qualquer razão para a suspeita”.

Delille diz estar convencido que daqui a alguns meses o processo vai ser arquivado.

José Sócrates voltou a casa ontem à noite, após nove meses e meio de prisão, no âmbito da chamada “Operação Marquês”.