
Contrariamente ao dia de ontem, o Salão Nobre do Governo estava esta manhã praticamente vazio para a apresentação das conclusões do I Encontro das Comunidades Madeirenses. Apenas três emigrantes, três radicados na África do Sul e dois na Venezuela, marcaram presença na sessão. O restante “público” era composto por jornalistas. Um cenário que contrasta com a enchente registada durante a manhã de ontem, durante as sessões solene e de contacto direto com madeirenses a residir no estrangeiro.
A apresentar as conclusões igualmente uma imagem solitária. Apenas Sérgio Marques, apesar de as questões relacionadas com a diáspora serem transversais a todas as áreas do Governo Regional.
Com efeito, uma das medidas a avançar no imediato, fruto das sugestões apresentadas ao longo do dia de ontem, será o Gabinete Regional de Apoio ao Madeirense Emigrante (GRAME), uma estrutura com tutela partilhada pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus e Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura.

Conforme anunciou Sérgio Marques, este gabinete terá uma equipa reduzida que dará apoio presencial, telefónico e online, aos madeirenses e descendentes a residir no estrangeiro em matérias do foro burocrático e administrativo, notarial ou empresarial, entre outros. O objetivo do GRAME será agilizar processos e facilitar a integração, questão desde sempre alvo de muitas críticas por parte de quem chegava à sua terra e pretendia, por exemplo, construir uma casa ou simplesmente requerer equiparação de grau académico.
Outra das novidades avançadas pelo Governo Regional, e atendendo ao grande potencial de investimento que existe lá fora, prende-se com a criação de uma Rede Internacional de Madeirenses Empresários (RIME). A ideia será captar para a Região futuros investimentos, mas também promover a ligação entre os vários empresários.
Durante todo o dia de ontem, quer na sessão de contactos como nos debates das mesas sectoriais, foram apresentadas inúmeras sugestões e ideias, cada uma delas representando as preocupações sentidas em mais de vinte países por onde se encontra espalhada a diáspora madeirense. Sérgio Marques esteve atento a todas elas e esta manhã já fez saber que os representantes das comunidades, nas futuras estruturas de ligação do Governo, serão em princípio escolhidos pelo seu mérito e não por votação.
O ensino do Português como segunda língua aos descendentes de emigrantes, o custo dos voos da TAP na ligação entre a Madeira e os destinos de emigração e a situação instável na Venezuela são questões, afiançou o governante, que estarão igualmente na primeira linha na hora de definir estratégias e políticas para o sector.
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