
Com Rui Marote / A sociedade dita pós-moderna ou neo-liberal tem carros de luxo, comunica por celulares topo de gama, compra a crédito e faz férias para mudar de ares e recarregar energias. Mas esta sociedade evoluída tem milhares e milhares de refugiados da violência, da fome, da falta de liberdade, da miséria que gritam por braços que os acolham.
O FN dá eco daquele que é um dos principais dramas humanitários do nosso tempo: os refugiados. Despojados da pátria, traficados por exploradores, arriscam a vida por um lugar ao sol. Quem se preocupa com eles, do alto do conforto de cada ser humano?
Bem recentemente, o Papa Francisco saiu em defesa desta gente anónima, andrajosamente vestida e subnutrida, crianças e adultos, que ousam saltar os muros, atravessar as muralhas da dor para respirar liberdade.
O contexto desta notícia tem por base os milhares de migrantes, a maioria refugiados sírios, que passam este domingo a atravessar os territórios da Macedónia e Sérvia, com o objetivo de chegar à União Europeia, depois de estarem dias retidos na fronteira grega.
Segundo noticiam as agências internacionais, o movimento de pessoas começou na Macedónia no sábado, quando o país abriu as suas fronteiras com a Grécia, permitindo que milhares de pessoas viajem para o norte da Sérvia, com o objetivo de chegar à Hungria, que pertence à União Europeia.
A polícia macedónia tentou detê-los à força, entretanto, no sábado à noite levantou as suas restrições, depois de dias impedindo a entrada dos migrantes no país.
Neste domingo, pelo menos 6.000 refugiados e migrantes estão a atravessar o território da Sérvia, onde a agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) tem oito tendas na aldeia fronteiriça de Miratovac, no sul da Sérvia, fornecendo comida e abrigo, segundo relatos de Amet Alimi, presidente da Cruz Vermelha de Presevo, à agência AFP.
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