Pilotos do “TRAP” valorizam Rali que mantém expetativa sobre o vencedor

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Américo Gouveia (à direita) e o co-piloto, preparados para o Rali Vinho Madeira 2015. Fotos do piloto.

* Com Jackeline Vieira

O Rali Vinho Madeira já está a mexer com os pilotos, organização e a população madeirense. O FN dá-lhe a conhecer uma entrevista feita com o piloto Américo Alonso Gouveia, da equipa “TRAP Rali Team”. O co-piloto é Marco Marote, e ambos têm 37 e 38 anos de idade, respetivamente. Uma parceria na estrada desde o ano passado mas para continuar. Vão para a estrada numa máquina “Mitsubichi Lancer Evo X”, um modelo de última geração.

A apresentação da equipa está agendada para o dia 27 deste mês, pelas 22 horas, no bar do principal patrocinador “TRAP”, juntamente com o carro de Miguel Nunes, campeão regional da Madeira. Uma ato aberto ao público em geral.

Funchal Notícias – Quais as razões que o levam a participar no Rali Vinho Madeira?

Américo Gouveia – Estamos a tentar fazer o campeonato na íntegra e o Vinho Madeira, como é das melhores provas do campeonato regional, não podíamos deixar de a fazer.

FN- Quais são os objetivos para esta prova?

AG – Os objetivos passam por acabar o Rali Vinho Madeira e também acabarmos por fazer o campeonato na totalidade.

FN – Quanto é que se gasta para entrar no Rali?

AG – Numa prova como o Rali Vinho Madeira podemos vir a gastar entre os 10 e os 12 mil euros

FN – Compensa os gastos?

AG – Compensa quando somos apoiados. Se não o formos, torna-se muito complicado realizar uma prova destas.

FN – Quem são os sponsors?

AG – O nosso principal sponsor é o Bar TRAP. Agora, para o Rali Vinho Madeira, recebemos uma proposta de um investidor que promove uma bebida energética e que vai fazer o seu lançamento aqui na região. Tivemos a felicidade de essa empresa apostar em nós. Vamos tentar fazer os possíveis para lançar bem essa imagem.

trap 0FN – Como analisa o trabalho da organização do Rali?

AG – Eu acho que o trabalho da organização tem sido bom, tentamos evoluir dentro do meios  possíveis e do orçamento que o governo deixa à organização. Eu acho que eles tentam fazer de o todo o melhor para ter uma boa lista. Eu penso que esta lista, como já foi falado pelo Dr. Paulo Fontes, é a melhor lista dos últimos 5 anos.Temos portugueses e às vezes desvalorizamos um bocado por ser uma lista de portugueses, mas temos bons portugueses a fazer o Rali Vinho Madeira. Há pelo menos 10 carros que podem ganhar o Rali. Noutras edições, nunca tivemos tantos carros a lutar pelo 1º lugar, tínhamos logo à partida 1 , 2, 3 carros no máximo que poderiam ganhar.

Este ano, com muitos portugueses, conseguimos fazer um Rali muito melhor, com mais expetativa até ao fim para ver quem poderá ser o campeão.

FN – Quantos elementos compõem a sua equipa: mecânico, eletricistas…?

AG – A nossa equipa não é muito grande, pedimos sempre assistência ao exterior, estamos a fazer rali a rali e, chegados ao Rali Vinho Madeira, tivemos que reforçar a equipa a nível da assistência; temos de ter  4 a 5 elementos. Depois, há muitas pessoas que nos ajudam à volta disto tudo, desde a parte da imagem, da comunicação,  patrocinadores, entre outros colaboradores. Há sempre pessoas que por amizade vão ajudando a tentar fazer um projeto melhor.

FN – Acha que os madeirenses ainda vibram com o Rali?

AG – Eu acho que o povo madeirense é dos que mais vibram com os ralis e principalmente com a prova rainha que é o Rali Vinho Madeira. Eu acho que não há povo como o nosso. Sou amigo pessoal do piloto Bruno Magalhães e ele adora vir fazer ralis na Madeira porque sente o calor do madeirense, muito entusiasmo. Ele diz que já fez provas internacionais, mas não sente o calor humano intenso que se vive na ilha.

FN – O percurso continua a ser adequado ou deve ser alterado?

AG – Eu acho que este ano eles até reduziram o nível de quilometragem e pouparam algumas zonas noturnas na zona do Chão da Lagoa. Fizeram muito bem porque era uma zona muito perigosa. A organização tem feito de tudo para ir ao encontro dos orçamentos que têm e, a nível de quilometragem,  e fazer o Rali na quinta, sexta e sábado foi a melhor opção. Antes acabava ao domingo e as pessoas trabalhavam na segunda feira e tornava-se complicado os festejos. Agora está melhor.

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