Alunos da Ponta do Sol participam no projeto “Doença Mental Sem Estigma”

liliana
Alunos da Ponta do Sol envolvem-se com a comunidade. Foto Liliana Guerra

Nesta sociedade cada vez mais imediatista, assiste-se a uma preocupação crescente da escola em encetar esforços no sentido de promover o contacto de crianças e jovens com a realidade, inclusive aquela que muitos teimam rejeitar ou esconder. Para tal é fundamental o contributo das instituições que abrem as suas portas à comunidade estudantil, no sentido de permitir que os jovens estudantes constatem a face menos visível dos problemas que assolam as vidas de muitos e que estes apenas conhecem à distância, por via dos meios de comunicação.

Esta quarta-feira, dia 3 de junho, os alunos do 12º ano que frequentam a disciplina de Psicologia B, na Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol, tiveram, por isso, a oportunidade de se deslocar ao Funchal, a fim de visitar a instituição Irmãs Hospitaleiras – Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família e de participar ativamente no projeto “Doença Mental sem Estigma”, que visa a promoção e a educação para a saúde. De acordo com Liliana Guerra, docente do grupo de alunos, “o timing da ação não poderia ser mais perfeito. Coincidiu com a última semana de aulas destes alunos e permitiu congregar e consolidar os conhecimentos adquiridos na disciplina, bem como promover a desmistificação da doença mental e a consciencialização dos comportamentos de risco que individualmente adotamos e do impacto que podem ter na nossa saúde mental”.

O Funchal Notícias foi, ainda, ao encontro dos alunos que participaram nesta ação de sensibilização e ao questioná-los sobre esta experiência confirmou que, de acordo com o João Francisco Chá-Chá, “o estigma em relação à doença mental não faz sentido”. Já o Fernando Freitas destacou que a visita foi “educativa” e que “é uma maneira de ganhar novos horizontes, de ver a realidade como ela é, de acordar do sonho onde tudo está bem e de ver a outra face da moeda”. A aluna Vera Aguiar acrescentou que “nesta realidade as coisas mais simples ganham muita importância” e a Marianna Correia salientou o caráter mais humanista da organização ao referir que é “uma instituição amorosa”, onde “tratam bem os utentes”. Por seu turno, a Tânia Carvalho rematou declarando que “este tipo de visitas devem de continuar, até para que deixe de se verificar a discriminação da nossa parte”.

Os participantes destacaram a relevância da iniciativa por lhes permitir ampliar os seus horizontes sobre uma realidade muitas vezes esquecida e por contribuir para a aceitação e para a tolerância em relação à diferença e ao desconhecido.