Estreia do “Anthem of the Seas” no Funchal surpreende pelo luxo e tecnologia de ponta

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FOTOS RUI MAROTE

Pelo início desta tarde, o mais moderno navio da Royal Caribbean International rasgava as águas do porto do Funchal, com toda a imponência de um transatlântico com cerca de 4100 passageiros a bordo. “Anthem of the Seas” é o nome da nova pérola da companhia americana, vindo dos mares de Southampton, com destino ao Mediterrâneo. Antes disso, uma passagem de pouco mais de quatro horas na pitoresca cidade do Funchal, rumo depois a Tenerife, Vigo e regresso a Inglaterra.

Este gigante dos mares, considerado o navio mais inteligente da Europa, pela tecnologia de ponta que utiliza, ocupava quase toda a dimensão do porto do Funchal, com um comprimento bem acima do de 348 m e um calado de 8.5. Do porto para a cidade, era um frenesim de táxis, autocarros de turismo e turistas, maioritariamente americanos, a descobrirem a pé a baixa do Funchal.

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O “Anthem of the Seas” abriu as portas aos jornalistas, agentes de viagens e adeptos dos navios de cruzeiro, convidando-os a descobrir aquelas que são as últimas inovações daquele que é o segundo maior navio no Mediterrâneo em comprimento, 348 m, em arqueação bruta, 167.800 toneladas.

O rigoroso controlo de entradas e saídas de passageiros é uma das primeiras notas de reportagem em nome da segurança. Tripulantes de várias nacionalidades zelam por um serviço de qualidade, sendo lembrado, logo à entrada, que não poderão ser transportadas para bordo bebidas alcoólicas dos portos de paragem.

Painéis informáticos com tecnologia “touch” sucedem-se em pontos estratégicos do navio para assegurar informações permanentes aos passageiros. O primeiro contacto é com as instalações de SPA, piscina com solário e uma das inovações desta embarcação de luxo: uma espécie de “teleférico”, em forma de “grua” que oferece aos turistas uma vista panorâmica do porto de acostagem.

Depois, ao ritmo acelerado de uma guia dinamarquesa – porque o barco tinha de zarpar do Funchal ao fim da tarde – os convidados foram brindados com piscinas de grandes dimensões, servidas por um plasma  de generosas dimensões com o visionamento de um filme.

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Já no interior dos mais de 14 pisos, o deslumbramento continua: os cafés e boutiques assumem a configuração de verdadeiros shoppings comerciais. A Royal Esplanade encanta, assim como o sofisticado “The Jamie Olivier”, na área Vintage. A música ao vivo é das grandes apostas dos turistas de cruzeiro, pelo que o “Anthem of the Seas” investiu num amplo bar, servido pela banda “Beatles”, que permite aos clientes terem a ilusão de estar numa verdadeira sala. O piso, com características flutuantes, compreende também uma plataforma reservada à dança.

Outra atração inovadora prende-se com uma ampla pista de carros elétricos, entretanto ocupada com alguns jogadores de andebol. Mais surpreendente é a área reservada aos cocktails, onde dois sofisticados robots, em forma de braços humanos, a preparar um cocktail com mestria e celeridade, enchendo as taças do precioso líquido de garrafas suspensas no teto. Uma tecnologia de ponta que comprova como os designers destes navios não páram de surpreender.

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Ana Pereira, da Melair Portugal, explicava aos convidados a grande inovação tecnológica do navio: a aplicação Royal IQ. Um dispositivo eletrónico que permite controlar a bagagem, agendar espetáculos, excursões em terra, marcação dos restaurantes para jantar e aceder a todo o programa de atividades a bordo. O próprio check in é feito on line através de iPads e demora cerca de 10 minutos.

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A presidente da Administração dos Portos da Madeira  visitou o navio e considerou “gratificante” visitar a nova produção náutica da Royal Caribbean, que alberga quase que a população do Porto Santo (4400 passageiros e 1600 tripulantes), o que é uma “mais-valia” para a cidade e para a economia regional. No primeiro trimestre deste ano, Alexandra Mendonça salientou o crescimento dos navios de cruzeiro no porto do Funchal, com um crescimento evidente em escalas, sendo expectável acabar o ano com cerca de 300 escalas.

Depois… depois o momento mais difícil: virar as costas às férias de sonho neste navio de luxo. Voltar a terra e olhar lá para cima, para o majestoso navio e dizer “adeus”. Mais à tarde, os funchalenses puderam ouvir o soar típico da despedida do “Anthem of the Seas”: Silenciosamente entrou e silenciosamente zarpou do porto, numa manobra firme e ligeira, como se o comandante estivesse a pilotar um simples brinquedo, com mais de 5 mil pessoas a bordo.