Governo disciplina produção e comércio do vinho Madeira

Vinho
Foto IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira)

Para combater a contrafacção e fixar regras na produção e comércio do vinho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais elaborou três portarias que entraram em vigor no ‘dia dos namorados’, 14 de Fevereiro.

A primeira portaria ‘Aprova as regras relativas à designação, denominação, apresentação e rotulagem do vinho com denominação de origem «madeira»’.

A segunda portaria ‘Estabelece o regime aplicável à produção e comércio de vinho licoroso e vinagre de vinho com denominação de origem (DO) «Madeira»’.

A terceira portaria ‘Reconhece as denominações de origem «madeira» e «madeirense» e a indicação geográfica «terras madeirenses»’

As três portarias foram publicadas sexta-feira no JORAM.

São fixadas regras em relação à rotulagem (rótulo e contra-rótulo), embalagem e campo visual.

São indicadas as castas que podem ser utilizadas para a produção de vinhos e fixados os anos. Por exemplo, o vinho com DO «Madeira», tendo em consideração a respectiva idade, compreende os seguintes tipos de vinho:  5 anos; 10 anos; 15 anos; 20 anos; 30 anos; 40 anos; 50 anos; mais de 50 anos.

Já quando ao vinho licoroso, é fixado, para além da acidez tolerável,, por exemplo, os graus de doçura do Seco (vinho com um grau Baumé inferior a 1,5.º); Meio seco (entre 1.º e 2,5.º); Meio doce (entre 2,5.º e 3,5.º); e Doce (grau superior a 3,5.º).

Fixa-se também que o vinho com DO «Madeira» com indicação de uma das castas Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia-Cândida, Malvasia-Cândida-Roxa, Malvasia ou Terrantez só pode estar associado aos seguintes tipos: Seco ou extra seco para a casta Sercial; Meio seco para a casta Verdelho; Meio doce para a casta Boal; Doce para as castas Malvasia-Cândida,Malvasia-Cândida-Roxa e Malvasia; e Meio seco ou meio doce para a casta Terrantez.