“Novembro azul” desafia os homens a cuidar da saúde da próstata

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) assinala o Novembro Azul com a campanha “Tens coragem de cuidar de ti?”, que procura sensibilizar os homens, especialmente entre os 50 e os 70 anos, para a importância de acompanharem a saúde da próstata e de conversarem com o seu médico sobre fatores de risco, prevenção e diagnóstico precoce e opções de avaliação disponíveis.

O cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente nos homens em Portugal, sendo a idade e os antecedentes familiares dois dos fatores de risco mais relevantes. Em 2024 surgiram quase 7.700 novos casos de cancro da próstata, o que equivale a 21 novos casos por dia, segundo as estimativas do Global Cancer Observatory, da Agência Internacional de Investigação do Cancro.

A iniciativa, que decorre durante o mês de novembro, parte de uma mensagem simples: “Não deixes que o medo decida por ti. A deteção precoce pode fazer a diferença”. A LPCC pretende incentivar uma atitude mais proativa em relação à saúde masculina, lembrando que não é necessário esperar pelo aparecimento de sintomas para procurar aconselhamento médico. É fundamental estar atento a alterações urinárias, como dificuldade em urinar, aumento da frequência urinária ou diminuição da força do jato.

“O cancro da próstata pode não dar sinais nas fases iniciais e, por isso, é importante que a ausência de sintomas não seja confundida com a ausência de risco. Falar com o médico, esclarecer dúvidas e tomar decisões informadas são passos fundamentais para cuidar da saúde. Queremos incentivar os homens a olhar para a sua saúde com a mesma atenção que dedicam a tantas outras áreas da sua vida”, sublinha Vítor Veloso, Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A doença é mais frequente em homens com idade avançada – mais de 70% dos cancros detetados afetam homens com mais de 65 anos – e, em muitos casos, apresenta uma evolução lenta. No entanto, existem formas mais agressivas da doença, pelo que a avaliação médica e a identificação precoce de situações de risco podem ser determinantes para o prognóstico.

A LPCC recomenda que os homens, a partir dos 50 anos, conversem com o seu médico sobre a saúde da próstata, de forma a avaliar individualmente a necessidade de realizar exames e a compreender os respetivos benefícios e riscos. Nos casos em que existem antecedentes familiares, esta conversa poderá ser pertinente mais cedo.


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