CHEGA acusa CMF de prejudicar os funchalenses na Praia Formosa

Luís Filipe Santos considerou hoje lamentável que o Funchal tenha perdido 180 lugares de estacionamento e exige explicações sobre as contrapartidas negociadas com os privados. O vereador do CHEGA na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos, voltou a manifestar a sua profunda indignação relativamente ao processo da Praia Formosa, considerando que “estamos perante uma situação lamentável para a cidade e para os funchalenses”.
Em 2023, estavam previstos 600 lugares de estacionamento como contrapartida para o município. Em 2026, esse número foi reduzido para 420 lugares, dos quais 360 subterrâneos e 60 à superfície.
O Funchal perdeu 180 lugares de estacionamento. E, como se não bastasse, os 420 lugares previstos serão pagos pelos cidadãos.
Para Luís Filipe Santos, esta situação é politicamente inaceitável.
«É preciso explicar aos funchalenses como é que um acordo que previa 600 lugares de estacionamento acaba reduzido a 420 e ainda por cima pagos. Quem ganhou com esta alteração? Certamente não foram os cidadãos do Funchal.»
O vereador considera que a Praia Formosa não pode continuar a ser tratada como um espaço onde os interesses privados parecem prevalecer sobre o interesse público.
«A Praia Formosa é um dos espaços mais importantes da nossa cidade. Os funchalenses não podem ser os eternos prejudicados de decisões políticas que reduzem as contrapartidas públicas e acabam por lhes apresentar a conta.»
Luís Filipe Santos considera ainda que os responsáveis políticos, aftuais e anteriores, devem prestar todos os esclarecimentos sobre a evolução deste processo, incluindo as razões que justificaram a redução dos lugares de estacionamento e as condições da sua futura exploração.
«Não me interessa transformar este assunto numa guerra entre antigos e actuais presidentes da Câmara. Interessa-me defender o Funchal. E aquilo que vejo é muito simples. O município ficou com menos 180 lugares de estacionamento e os cidadãos vão pagar para estacionar.»
O vereador do CHEGA reafirma que continuará a exigir transparência, responsabilidade política e a defesa intransigente do interesse público.
«O Funchal não pode continuar a perder enquanto outros fazem bons negócios. A cidade pertence aos funchalenses e não aos interesses de ocasião», concluiu.

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