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O senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou esta segunda-feira que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático, ficando impedido de sair do Brasil. A medida terá sido determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e ocorre um dia depois de Flávio Bolsonaro ter sido derrotado na eleição presidencial.
Segundo o senador, a abordagem aconteceu em Brasília, quando saía da residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Flávio Bolsonaro disse ter sido informado de que deveria apresentar os documentos num prazo de 24 horas e de que não pode abandonar o território nacional.
Em declarações aos jornalistas, o político atribuiu a decisão a uma declaração do seu irmão, Eduardo Bolsonaro, proferida no passado dia 23 de outubro, na qual teria sugerido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse as eleições. “Eu nunca falei isso”, afirmou o senador, negando qualquer intenção de deixar o país e classificando a medida como uma forma de intimidação política.
A decisão surge depois de vários deputados, entre os quais Duda Salabert (Psol-MG), terem pedido à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal a retenção do passaporte de Flávio Bolsonaro, invocando o risco de fuga no contexto de investigações em curso no Supremo.
O caso recorda a apreensão do passaporte do próprio Jair Bolsonaro, em fevereiro de 2024, no âmbito da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Na altura, o ex-presidente também ficou proibido de sair do Brasil e entregou o documento às autoridades.
A Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre a intimação.
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