O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP), Paulo Alves, veio afirmar que é “inaceitável” que o Governo Regional continue a prometer e adiar a disponibilização do segundo meio aéreo de combate aos incêndios, numa sucessão de promessas que começou em 2025, passou para Julho de 2026 e que agora aponta para Novembro.
“Estamos perante uma promessa que já foi adiada tantas vezes, que nos leva a concluir que o Governo deixou de ter uma data para cumprir essa promessa e passou a ter apenas mais uma desculpa para apresentar uma nova data”, disse Paulo Alves, esta manhã, junto à sede do Serviço Regional de Protecção Civil, no Funchal.
O deputado recorda que foi o próprio presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, quem assumiu o compromisso de trazer para a Madeira um segundo meio aéreo, inicialmente apontado para Julho de 2025. A promessa não foi cumprida e acabou transferida para Julho de 2026. Chegados ao final de Agosto, o segundo meio aéreo continua sem estar disponível e o Governo admite agora que poderá chegar apenas em Novembro.
“É preciso perguntar a Miguel Albuquerque, afinal, quando é que este meio aéreo vai estar na Madeira? Foi prometido para Julho de 2025, mas a nova promessa é que, deve ser para Novembro de 2026! Neste momento já estamos como São Tomé: Só vendo para acreditar!”, ironiza.
Paulo Alves recorda que esta não é uma situação que tenha apanhado o JPP de surpresa. O JPP tem vindo a denunciar sucessivamente os atrasos e a exigir que o compromisso fosse cumprido precisamente quando a Região mais precisava dele.
Em Julho, o JPP alertava para o facto de a Madeira estar no período mais crítico do dispositivo de combate aos incêndios e questionava de que servia anunciar reforços e estratégias se os meios necessários não chegavam a tempo.
Na altura, o JPP sublinhou que o segundo helicóptero tinha sido prometido para Julho de 2025 e posteriormente adiado para Julho de 2026, e agora continuamos com uma suposta data para chegar à Região.
“O JPP tem vindo a colocar o dedo na ferida, quando questiona de que serve anunciar meios para combater incêndios quando esses meios não estão disponíveis na altura em que o risco é maior?”, realça Paulo Alves.
Para o deputado do JPP, a situação revela uma falha de planeamento e, acima de tudo, uma preocupante falta de sentido de prioridade por parte do Governo Regional.
“Um meio aéreo de combate a incêndios não é uma obra que possa ser inaugurada quando der jeito ao calendário político. É um instrumento de emergência. Tem de estar disponível antes da época crítica e não quando ela está praticamente terminada”, diz.
Paulo Alves considera particularmente difícil de aceitar que a chegada do helicóptero esteja agora a ser empurrada para Novembro.
“Se o Governo diz que o segundo meio aéreo é essencial para reforçar a capacidade de resposta da Madeira, então explique aos madeirenses porque é que esse reforço não está disponível durante o Verão, quando as condições de calor, vento e secura, tornam os incêndios rurais particularmente perigosos.”
“Não podemos aceitar esta lógica de que, se o helicóptero chegar em Novembro, então a promessa está cumprida! O compromisso era ter um segundo meio aéreo disponível quando a Madeira enfrentasse o período de maior risco. O Governo falhou essa obrigação”, considera.
Paulo Alves refere que os madeirenses precisam de respostas, sobre todo o processo, nomeadamente sobre quem definiu os prazos, quem os alterou e por que razão não foram tomadas atempadamente todas as medidas necessárias para garantir a presença do segundo meio aéreo na Região.
“Não queremos mais anúncios! Não queremos mais datas! Queremos saber quem assume a responsabilidade por este atraso e queremos que o Governo explique aos madeirenses porque é que uma promessa feita para Julho de 2025 continua por cumprir em Agosto de 2026.”
“E, já que o ministro da Administração Interna irá visitar a Protecção Civil Regional, o presidente do Governo Regional que aproveite para pedir a sua influência para a vinda do segundo helicóptero de combate a incêndios”, concluiu.
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