O PSD/CDS chumbou, na Câmara Municipal do Funchal, a proposta do JPP, apresentada pelos vereadores António Trindade e Inácio Silva, este último substituindo a vereadora Fátima Aveiro, para valorizar, proteger e aproximar as pessoas do mar.
Para os autarcas do JPP, o voto da maioria revela “falta de ambição perante um dos maiores patrimónios naturais do Funchal”, numa altura em que persistem preocupações com a qualidade das águas e as descargas que têm vindo a ser sinalizadas.
“Há pessoas que deixam de entrar na água, pais que ficam apreensivos quando os filhos querem nadar e banhistas que já não sabem se podem usufruir do mar com tranquilidade”, apontam António Trindade e Inácio Silva, lembrando a intervenção que o JPP tem desenvolvido na sinalização destas situações.
Os vereadores dizem que está também em causa a imagem turística do Funchal, que não pode promover o mar como uma das suas maiores riquezas e, ao mesmo tempo, desvalorizar os problemas que afectam a confiança de quem vive e visita a cidade.
A proposta defendia uma estratégia municipal para o mar, assumindo-o como activo ambiental, económico, desportivo e científico, incluindo a criação do Eco Parque Marinho do Funchal. Os autarcas sublinham que existe trabalho científico rigoroso já realizado na área, com identificação de espécies, estudo das condições oceanográficas e caracterização das comunidades marinhas. “Há ciência, há conhecimento e há trabalho feito. Chumbar esta proposta é também desrespeitar esse esforço e perder uma oportunidade de proteger melhor o nosso património marinho”.
O JPP quer ainda que a Câmara seja mais proactiva perante os problemas ambientais. “A repartição de competências não pode ser uma razão para o Município ficar parado”, salientam, defendendo maior articulação com as entidades responsáveis e respostas efetivas às situações sinalizadas. No mesmo sentido, consideram essencial que quem recorre ao Alerta Funchal obtenha uma resposta. “As pessoas têm direito a saber o que foi feito. Respeitar o ambiente é também respeitar a verdade e quem vive no Funchal”, acrescentam.
Os vereadores consideram que uma cidade com problemas ambientais sérios não pode ser apresentada como uma cidade que está “melhor do que nunca”. “É difícil estar melhor quando existe esta miopia política perante problemas que as pessoas sentem. O Funchal merece mais ambição, mais prevenção e mais respeito pelo seu património natural”, referem.
O JPP reafirma o compromisso de continuar a sinalizar as descargas, dar voz às preocupações dos cidadãos e apresentar soluções, numa oposição responsável e alternativa. “Proteger o mar é proteger as pessoas, a economia, o ambiente e o futuro do Funchal. O mar não pode ser apenas uma imagem bonita para quem nos visita. Tem de ser um património cuidado e seguro para todos”, concluem António Trindade e Inácio Silva.
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