Francisco Gomes alerta para situações de “perseguição” a bombeiros do continente e das regiões autónomas

O deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes, veio denunciar a existência de alegadas situações de pressão, intimidação e perseguição em várias corporações de bombeiros do continente e das regiões autónomas, afirmando ter recebido testemunhos de elementos que dizem sofrer represálias por reivindicarem melhores condições de trabalho, transparência na gestão e lideranças mais responsáveis.

O parlamentar afirma que as denúncias descrevem situações de humilhação, isolamento, ameaças veladas, abuso de autoridade e tratamento diferenciado, atingindo particularmente bombeiros que questionam decisões internas ou denunciam problemas nas respetivas corporações.

“Tenho recebido denúncias de bombeiros da Madeira e do continente que descrevem realidades que são intoleráveis. Um quartel não pode ser um lugar onde manda o medo e onde quem exige respeito, transparência ou melhores condições passa a ser tratado como inimigo”, diz.

Francisco Gomes considera especialmente preocupantes os relatos segundo os quais mecanismos disciplinares e estruturas hierárquicas poderão estar a ser utilizados para intimidar ou afastar elementos considerados incómodos, defendendo que todas estas situações devem ser rapidamente investigadas.

O parlamentar alerta também para as consequências humanas destes ambientes, recordando o enorme desgaste físico e emocional inerente à própria missão dos bombeiros.

“Estamos a falar de homens e mulheres que enfrentam incêndios, acidentes, morte e noites sem dormir. Acrescentar perseguições internas, humilhações ou medo de represálias a essa realidade é brincar com a saúde física e psicológica destas pessoas. Não podemos esperar por uma tragédia para agir, mas temos de o fazer já, enquanto há tempo”, alerta.

Defende, portanto, maior fiscalização, mecanismos independentes para a apresentação e investigação de denúncias e proteção efectiva dos bombeiros que comuniquem possíveis irregularidades ou abusos.

“A imagem de uma corporação não se protege escondendo problemas. Protege-se enfrentando-os e responsabilizando quem tiver de ser responsabilizado. Não pode haver presidentes, comandos, dirigentes ou supostos intocáveis acima das regras”, acrescenta.

“Os bombeiros dão demasiado a Portugal para receberem silêncio quando são eles que precisam de ajuda. O CHEGA estará ao lado de quem serve com coragem e dignidade e não terá medo de enfrentar interesses instalados quando estiverem em causa os direitos dos nossos bombeiros”.


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