Os Corpos de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira estão desde o início do mês no território continental, no âmbito do programa de intercâmbio operacional entre o Serviço Regional de Protecção Civil e a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC). A iniciativa visa reforçar a capacitação dos operacionais da Região através da integração em dispositivos de combate a incêndios rurais e participação em ocorrências de elevada complexidade.
Até ao final do mês de Setembro, será destacado semanalmente um contingente da Região Autónoma da Madeira, que permanecerá durante sete dias integrado em diferentes unidades da Força Especial de Proteção Civil (FEPC).
As equipas poderão integrar um analista estratégico, colocado no Núcleo de Apoio à Decisão e Análise de Incêndios Rurais (NADAIR) do Comando Nacional de Emergência e Protecção Civil; um analista táctico especializado na utilização do fogo de supressão, integrado na Equipa de Análise e Uso do Fogo (EAUF); e demais bombeiros integrados em equipas de combate a incêndios rurais.
Ao longo deste programa, os participantes terão contacto directo com diferentes cenários operacionais, métodos de atuação e modelos de organização da resposta, promovendo a uniformização de procedimentos e reforçando a interoperabilidade entre as estruturas de protecção e socorro dos dois territórios.
Esta iniciativa resulta da cooperação institucional entre o SRPC, IP-RAM e a ANEPC, constituindo mais um passo no reforço da preparação operacional, da partilha de conhecimento e da capacidade de resposta conjunta perante ocorrências de grande complexidade.
Esta interacção entre a Região e o continente inclui ainda acordos bilaterais entre Corpos de Bombeiros, como é o caso das Companhias de Bombeiros Sapadores do Funchal com Penela e Santa Cruz com Tavira. Os operacionais do Funchal participaram nos últimos dias nos complexos incêndios que têm assolado o centro do País.
O presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM, Richard Marques, destaca que os intercâmbios operacionais “representam uma oportunidade ímpar para aprofundar o conhecimento, partilhar experiências e absorver boas práticas com estruturas congéneres. A formação em contexto real é um dos instrumentos mais
eficazes para consolidar competências, reforçar a interoperabilidade e proporcionar ambientes operacionais exigentes.”
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