Sara Madalena recebe testemunhos de “vítimas de repressão na Venezuela”


A deputada Sara Madalena recebeu, esta tarde, uma comitiva da comunidade luso-descendente venezuelana encabeçada pelo médico Manuel Ferreira, ex-preso político na Venezuela. O encontro teve como principal objectivo alertar o poder político regional para a gravidade da crise humanitária e para a persistente violação dos direitos humanos naquele país sul-americano.A audiência contou também com a presença de Ana Cristina Monteiro, presidente da VENECOM — Associação da Comunidade Venezuelana na Madeira, bem como de Lídia Albornoz, Alejandro Rueda e Carlos Arocha, que integraram a delegação, refere uma nota dos centristas.

Entre os propósitos do encontro esteve também uma manifestação de reconhecimento. Os representantes da comunidade luso-venezuelana aproveitaram a audiência para agradecer ao CDS-PP Madeira o esforço e o empenho demonstrados na mobilização de ajuda às comunidades afetadas pelos recentes terramotos na Venezuela, sublinhando a importância desse apoio num momento particularmente difícil para o país.

Manuel Ferreira, que esteve detido por motivos políticos na Venezuela, partilhou com a deputada os contornos da repressão exercida pelas autoridades de Caracas contra vozes dissidentes, descrevendo as condições desumanas a que estão sujeitos os presos políticos no país. O seu relato juntou-se aos das restantes vozes da comitiva na descrição de um clima de insegurança generalizada que, segundo os presentes, afeta diretamente milhares de famílias com laços à Madeira.

Para além da partilha de testemunhos, a iniciativa procurou sensibilizar as instituições madeirenses para a necessidade de uma postura mais firme e coordenada face à situação venezuelana. Os representantes da comunidade defenderam a manutenção de pressão diplomática contínua e a denúncia internacional dos abusos cometidos pelo regime.

À saída da reunião, foi reforçado o apelo para que tanto o parlamento madeirense como o governo regional mantenham a questão venezuelana no topo da agenda política — não apenas como matéria de política externa, mas como causa humanitária prioritária.

A comitiva insistiu ainda na necessidade de reforçar os mecanismos de apoio social e de simplificar os processos de integração destinados aos luso-venezuelanos que continuam a regressar à Região Autónoma da Madeira em busca de refúgio e segurança.


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