O secretário regional da Economia vai levar ao Conselho de Governo desta quinta-feira as preocupações dos empresários que se defrontam com um aumento da despesa na sequência da subida dos preços dos combustíveis. José Manuel Rodrigues ouviu, esta manhã, a direcção e os presidentes das Mesas da ACIF – Associação de Comércio e Indústria do Funchal, refere um comunicado.
Os empresários da ACIF expressaram inquietação fase à escalada dos preços dos combustíveis, que representa até 40% da estrutura de custos em sectores como os transportes, que dependem de pagamentos a 15 dias, as indústrias alimentares, o agroalimentar e o turismo. Desde o início do ano, a despesa com o combustível para algumas destas empresas subiu cerca de 15%, as matérias-primas, como o plástico, os produtos derivados do petróleo e o cartão, tiveram aumentos a rondar os 40% e no sector da indústria o somatório da escalada de custos anda perto dos 30%.
No turismo, as agências, a empresas de animação e marítimo-turísticas falam de um impacto brutal em contratos antigos e custos logísticos não repercutíveis. Por outro lado, os empresários consideram que passar os custos para o consumidor iria provocar um aumento da inflação, com risco agravado de redução do consumo, bem como, para o Governo, uma descida no montante dos impostos cobrados, em virtude da retração económica.
José Manuel Rodrigues reforçou o acompanhamento atento pelo Governo Regional perante as preocupações das empresas e das famílias, destacando as medidas aprovadas na semana passada: “apoios directos no valor de cerca de 700 mil euros a transportes colectivos de passageiros, táxis, associações humanitárias e IPSS, além do aumento da comparticipação no gás solidário para 25 euros”. O governante destacou também o facto de a Madeira ter conseguido praticar “preços de combustíveis inferiores aos do Continente, através da otimização da capacidade fiscal no ISP”, refere uma nota.
Amanhã, o Conselho do Governo “avaliará a evolução da crise, incluindo a recente trégua EUA-Irão que impacta os mercados internacionais, podendo alargar apoios a setores adicionais como transportes de mercadorias e transitários, sem comprometer o equilíbrio orçamental”, sublinhou José Manuel Rodrigues.
A ACIF comprometeu-se, até amanhã de manhã, formalizar uma lista de contributos para soluções construtivas, nomeadamente via SI Funcionamento. António Jardim Fernandes destaca ser importante que o “Governo esteja bem ciente das dificuldades dos empresários”, bem vincou a necessidade de “construir soluções para os problemas hoje identificados”, de modo a garantir apoio aos setores mais penalizados pela subida dos preços dos combustíveis.
O Governo Regional reafirmou o compromisso com a estabilidade económica da Madeira, priorizando o apoio às empresas mais vulneráveis. As propostas de auxílio serão analisadas na reunião do executivo desta quinta-feira, conclui o comunicado.
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