O Partido Trabalhista Português (PTP) criticou duramente a inacção do Governo Regional na protecção do património edificado, na sequência da derrocada que fez Capela de Nossa Senhora da Vida desabar, no Arco da Calheta.
Em reacção ao sucedido, a líder do partido, Raquel Coelho, afirmou que a perda da capela, “é o resultado directo de mais de uma década de alertas ignorados e da total falta de prioridade dada pelo Governo Regional à preservação do património histórico”.
De acordo com a dirigente do PTP, enquanto edifícios com valor cultural e histórico são deixados ao abandono, o executivo regional “encontra sempre recursos quando estão em causa obras ou interesses económicos específicos”.
“Disseram que não havia dinheiro para salvar esta capela, mas quando se trata de outros empreendimentos, ligados aos empresários com ligacoes políticas, o financiamento aparece rapidamente. Isto demonstra quais são as verdadeiras prioridades do Governo”, afirmou, tendo dado o exemplo dos Promenade da praia Formosa feita para proteger o avanço do mar junto dos hotéis.
Para o PTP, a perda da capela representa “mais um episódio de negligência política que está a apagar, pouco a pouco, a memória histórica da Madeira”.
Raquel Coelho defende que a Região precisa urgentemente de um plano sério de proteção e recuperação do património edificado, alertando que, sem uma mudança de política, “outros edifícios históricos acabarão por ter o mesmo destino”.
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