JPP diz é necessário “baixar os impostos” e evitar o “despesismo”

O dirigente do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, defendeu, esta manhã, a necessidade urgente de reduzir a carga fiscal e travar o aumento da despesa pública, apontando críticas à actuação do Governo Regional e apresentando propostas para responder ao custo de vida na Região. O dirigente referiu que ser alternativa de governação implica apresentar soluções concretas para o presente e o futuro da Madeira.

Élvio Sousa reforçou a posição histórica do partido ao referir que “nós sempre defendemos uma mudança progressiva na estrutura de governo, com menos secretarias e um programa efetivo de redução de despesa, para haver espaço à devolução de mais riqueza aos contribuintes individuais e colectivos”.

O líder do JPP destacou ainda o papel do sector privado, sublinhando que “a economia avança com investimento privado, é certo. O JPP defende que o investimento privado é essencial para criar riqueza, emprego e dinamizar a economia”, acrescentando, no entanto, que “pode a Região, sobretudo nesta fase adversa, vir a corrigir a trajectória e intervir para regular e baixar o custo de vida. É uma obrigação de salvaguarda do interesse público”.

Assim, reiterou: “É preciso baixar os impostos e reduzir a despesa”.

Numa análise ao contexto socioeconómico, Élvio Sousa disse que “ser alternativa de governo, não é só protestar, é apresentar soluções para o presente e para o futuro da Madeira”, acrescentando que “todos nós sabemos que temos o custo de vida mais alto do país, os preços do supermercado estão sem controlo, as rendas e o preço das casas estão insuportáveis”.

O deputado criticou também a carga fiscal na Região, afirmando que “temos o IVA a 22%, o mais alto das regiões autónomas, enquanto nos Açores está a 16%, um aumento brutal que tem repercussão no preço do gás (mais barato nos Açores), nos produtos, nos serviços e nos combustíveis”.

A título de exemplo, Élvio Sousa apontou que “esta semana, o gasóleo está a 1,98€ na Madeira e a 1,64€ nos Açores. O gasóleo das pescas a 1,49€ na Madeira e apenas 1,08€ nos Açores”.

O dirigente partidário criticou ainda o que considera ser uma má gestão dos recursos públicos, referindo que “enquanto as empresas e as famílias apertam o cinto, eis que os exemplos vergonhosos de despesismo deste governo PSD/CDS, mostram a insensibilidade e a incapacidade de ler a realidade”. Acrescentou que “além do gasto de mais de 100 milhões de euros em campos de golfe, o PSD prepara-se para esbanjar cerca de meio milhão de euros numa iniciativa de prova de vinhos e jantar, de cinco horas, em junho nos EUA”, salientando que “um jantar que vai custar cerca de 1.400 euros por pessoa. Palavras para quê?”.

O parlamentar defendeu ainda que “um partido com responsabilidades de governação, de feição regionalista, e que capitaliza novos quadros para as suas fileiras, tem a obrigação de chamar à razão para estes velhos vícios”.

Entre as propostas apresentadas, Élvio Sousa indicou: “Torna-se fundamental reduzir os custos de transportes das nossas empresas; baixar o IVA de forma gradual, aplicar os excedentes orçamentais e os milhões do desvario do PSD na promoção da oferta pública de habitação (seja ela, também, corporativa ou na forma de contrato-programa com todas as autarquias); baixar o preço do gás, regulando-o; estabelecer a ligação Ferry, de carga e passageiros entre a Madeira e Continente para fomentar negócios, diversificar a economia e trazer mais concorrência; criar condições para novas cadeias de supermercados, tais como o LIDL (bloqueado pela vereação PSD/CDS do Funchal) e adotar, com a concertação social, formas viáveis de estabelecer a injustiça do subsídio de insularidade para os trabalhadores do sector privado”.


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