Emigrantes madeirenses continuam a adquirir prédios degradados no Funchal

Rui Marote
Um grupo de emigrantes madeirenses luso-venezuelanos estabelecidos em Miami já alguns anos tem vindo a adquirir vários imóveis degradados no centro do Funchal.
A mais recente aquisição (ver fotos)  é na Rua Ivens, na rectaguarda do Jardim Municipal: um imóvel com entrada na Rua do Freitas com a Rua Nova de São Pedro que está em degradação total há dezenas de anos. O telhado caiu e no prédio anexo (Rua Ivens) funcionou a última casa de penhores do Funchal.
Recordamos outros investimentos destes empresários: o edifício Caju na Rua da Carreira, que, pelo seu estado, chegou a pôr em perigo os peões que circulavam, naquela artéria, na Rua das Hortas o ex- edifício do Martins e Rebelo e as antigas instalações do Sindicato de Hotelaria, que nasceram de um edifício de apartamentos nas costas da Praça do Carmo.
Na Rua Câmara Pestana, na esquina com a Rua de João Tavira, na ex-companhia de Seguros Açoreana propriedade do do Banif, o edifício foi recuperado mantendo a mesma traça exterior. Na Rua da Carreira, o prédio onde esteve em tempos instalada o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira, o edifício foi recuperado, mantendo-se toda a traça exterior e recuperando todo o seu interior.
Na Rua de João Tavira recuperaram o edifício onde funcionou a loja de ferragens dos Rebelos para alojamento local e que está ” amarrado” a nova lei de licença camarária. Na altura que obtiveram autorização dos serviços camarários para obras a lei que limitava o alojamento local não estava em vigor, sendo apanhados de surpresa os empresários. O edifício está encerrado porque está feito para esta área de negócio, o AL. A loja do rés-do-chão brevemente irá abraçar o comércio local, dinamizando aquela artéria.
Na Rua da Alfândega compraram também dois imóveis de dimensões consideráveis estando neste momento em fase de projecto.
Dizia-nos um empresário de construção madeirense com obras feitas na Região, quando questionávamos:- O edifício da zona velha fica pronto este ano? Respondeu que não se trata de falta de dinheiro nem de materiais, mas sim falta de mão de obra.
Registamos esta realidade: o problema já não são os os projectos que “encalham” nos gabinetes municipais mas esta nova onda de falta de mão de obra…

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