Estepilha: marina do Funchal arrasta-se “ad aeternum”

Rui Marote
Estepilha a expressão comum seria nem “o pai morre nem a gente ceia”, mas já a utilizámos várias vezes. Os madeirenses estão cansados de uma obra que se arrastou por quatro secretários  regionais. O Estepilha já não pode ver esta “Obra de Santa  de Santa Engrácia” expressão surgida da construção  da igreja de Santa Engrácia, em Lisboa que levou 285 anos  para ser concluída.
A APRAM entregou  à concessionária Marina Baía do Funchal S.A. esta responsabilidade, que  teve por base a proposta de uma retribuição anual de 751.000,00€ (setecentos e cinquenta e um mil euros) acrescido do IVA. Além da referida renda anual, o contrato de concessão determinou um pagamento à APRAM, como contrapartida inicial, de 500,000,00€ (quinhentos mil euros).
A Marina do Funchal tem cerca de 200 lugares para embarcações náuticas de recreio, e o Cais de Recreio do Porto do Funchal tem capacidade para 30 lugares destinados às actividades marítimo-turística. A zona comercial é composta pelos já referidos 32 espaços. Em Novembro de 2025 oficializou-se a consignação da Zona Comercial. Como o fardo era muito pesado, a Marina Baía do Funchal subalugou toda a área comercial a ser gerida pela subconcessionária Marina Blu, 11 lojas, 10 quiosques, 4 restaurantes e 2 bares a serem abertos entre Janeiro e Fevereiro de 2026.
Mas estamos em finais de Abril e os únicos espaços abertos (quiosques) são a Madeira Tours e a Seayou. Estão em fase de obras de adaptação interna o supermercado Amanhecer e um café. Os escritórios da Marina e da GNR estão operacionais.
Para quem manifestou a vinda de empresas do continente a demora da concretização do investimento das mesmas leva-nos colocar em título a expressão em latim “Ad aeternum”.
Ainda este mês (Abril) a concessionária confirmou que apesar da procura, ainda  existem unidades disponíveis  para arrendamento, especifícamento destinadas a comércio e serviços. Isso indica que alguns lotes não foram ocupados nos primeiros concursos.
O investimento está na “casca”. Os espaços são entregues aos investidores sem acabamentos internos (apenas a estrutura) . Só agora as obras de adaptação e decoração  começaram em apenas dois espaços, os já mencionados. O Estepilha  acredita que o problema maior é o valor pedido pelas rendas  ou a falta de confiança na gestão privada  que agora controla o espaço.
Estepilha nem tudo é azul “Blu”… Mas a parte molhada não fica atrás. A vala que ao longo do paredão sul recebe todos os cabos eléctricos continua “esventrada”. Em Fevereiro o FN fez referência, por outro lado, à lixeira de paletes e outros entulhos
aglomerados á muralha do cais. A memsa perpetua-se. Parece uma obra abandonada nem um trabalhador no local (ver fotos).
Deixamos para o fim a remoção do escritório contentor, que é pertença da APRAM e que faz parte destes “elefantes brancos”. Para quando?

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.