O MPT veio dizer que “existe uma tendência inexplicada do Governo Regional para avançar com obras sucessivas, mesmo quando tal não parece justificar‑se. O recente caso da venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça é um exemplo evidente”, afirma.
“O Governo vende um imóvel já preparado para funcionar como Unidade de Cuidados Continuados Integrados porque, na prática, já desempenha essas funções para depois investir, com verbas da Segurança Social, provavelmente algumas dezenas de milhões de euros, na adaptação de um hospital que nem sequer lhe pertence e que apresenta acessos deficientes. É legítimo antecipar que, após essa intervenção, será ainda necessário construir uma nova unidade de saúde para acolher as valências actualmente instaladas no Hospital dos Marmeleiros”, refere esta força política.
“A Comissão Política estima que o possível proveito da venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça poderá ser 32 milhões de euros. Esta estimativa baseia-se num custo de obras de renovação dessa infraestrutura de 110 milhões de euros (parecido ao de realocá-la para um lar) e no preço máximo de uma habitação a custos controlados estabelecido na Portaria 65/2019, alterada pela Portaria n.º 265/2025/1 (um T2 de 80 m² a custos controlados nessa zona orça-se em cerca de 263 mil euros)”, prossegue o comunicado de imprensa.
“Perante estes números, esta Comissão considera altamente improvável que a receita obtida com a venda seja suficiente para financiar a reconversão do Hospital dos Marmeleiros, quanto mais para suportar a construção de uma nova unidade de saúde que substitua as valências atualmente ali existentes”.
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