Rui Marote
Estepilha, a Madeira parece estar associada ao “Síndrome de Diógenes”. Nem queríamos acreditar no que vimos. Numa altura em que o nosso maior cartaz turístico está ameaçado para noite de amanhã e 1 de Janeiro de 2026, o “Francis” já se antecipou e instalou-se na placa central.
O presépio junto à Sé é um verdadeiro acumulador compulsivo de lixo numa altura de casa cheia em que os turistas captam imagens que são divulgadas lá fora. O slogan “a Madeira é um jardim, não há outra igual” parece ter passado à história.
A manutenção do presépio tornou-se disposofobia, num cenário degradante. O alegracampo que decora toda área de vedação circundante deixou de ser verde e passou a castanho (seco). O chão é uma lixeira de folhas secas. Os arbustos que estão a decorar a “estrebaria” são um verdadeiro cenário de incêndio. Montaram o presépio e esqueceram a manutenção…
Recordamos, na casa dos nossos avós há oitenta anos, quando a avó substituía as “cabrinhas”, mudava a fruta, as searinhas era regadas e podadas e na lamparina não faltava o azeite. Enfim tudo era passado a pente fino aguardando as visitas. E isto era numa casa particular. Quanto mais num presépio público…
Se é para ser assim, acabe-se com o presépio e que neste local nasça uma barraca de “poncha” mais bem cuidada. Estepilha!
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