Rui Marote
Quanto o dia nascia, o Funchal Notícias percorreu o centro do Funchal avaliando os estragos na baixa citadina, depois da tempestade.
O vento soprava forte dando-nos a sensação durante as “rabanadas” que iríamos ser arrebatados! E entretanto, decorria uma verdadeira azáfama dos homens vestidos de laranja e azul escuro, trabalhadores da CMF, atacando de imediato as sarjetas acumuladas de matagueira que obstruíam a livre circulação das águas das chuvas.
Encontrámos um Funchal acumulado de folhas e galhos das árvores numa poda natural fazendo o que o homem não fez, deixando um verdadeiro “tapete” de lixo.
Felizmente que a destruição das ornamentações eléctricas de Natal não foi atingida e que o trabalho de montagem da “Lux Star” ofereceu garantias de segurança.
Na placa central o painel que serve de fundo às exibições dos ranchos folclóricos e bandas de música estava de “pernas para o ar”.
Os toldos da esplanada do G0lden Gate apresentavam-se rasgados. Na Praça do Município, na aldeia de Natal, pinheiros electrificados e outras estruturas derrubadas, vasos de plantas e painéis foram varridos pela força do vento.
O dia começava a nascer, e piquetes de limpeza e máquinas recolhiam toda a sujidade das muitas folhas e galhos das árvores, das artérias da cidade, consequência da tempestade “Emilia” numa noite de chuva, relâmpagos, trovões e em especial de vento que soprou intensamente.
Durante a nossa circulação percorrendo as ruas da cidade não vislumbrámos
a presença de um vereador do executivo nem de nenhum outro responsável a se inteirar dos estragos e principalmente a dar uma palavra aos trabalhadores
que abraçam esta rude tarefa quando o vento soprou forte. Pois há que voltar a deixar na cidade tudo no seu devido lugar.
O nosso bem-haja aos homens e mulheres das equipas de limpeza.
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