Rui Marote
Hoje era o dia certo e a hora exacta de colocar o nome “Madeira” nas caixinhas mágicas televisivas do mundo inteiro… se o nosso conterrâneo Cristiano Ronaldo quisesse colaborar.
Foi o que o Estepilha não pôde deixar de penar esta manhã ao tomar conhecimento de que o ilustre jogador seria recebido na Casa Branca para projectar o Campeonato do Mundo que se realiza no próximo ano em terras do ‘Tio Sam”.
Era “simplesmente simples”: Cristiano Ronaldo levar na bagagem do uma garrafa de vinho Madeira com a idade do presidente Trump e recordar que foi com o vinho Madeira que se brindou à independência dos EUA.
Esta noite biliões de telespectadores dos quatro pontos do planeta ouviriam pela primeira vez o nome de uma Ilha no meio do Atlântico. Não sabemos se haverá outra oportunidade única como esta.
Ronaldo daqui a poucos anos será um grande empresário longe do mundo da Bola.
A nossa experiência de locais remotos faz-nos pensar nisto. Já fomos questionados desde as longínquas Molucas, à India e Nepal sobre a nossa proveniência. Respondia Portugal-Madeira. Nada. Não entendiam. Respondia: sou “vizinho” de Cristiano Ronaldo! Ah! Aí já percebiam que era a terra onde ele nascera.
Somos do tempo em que a chegada de um navio de cruzeiro que atracava à Pontinha pela primeira vez era um acontecimento. Oferecia-se aos forasteiros a actuação de um grupo folclórico na altura do desembarque e uma florista obsequiava os que desembarcavam, com flores na lapela. Hoje chegam em “seco” e muitos saem sem um souvenir da Madeira… Talvez uma grande oportunidade de promoção local fosse oferecer uma foto do CR7 e, quem sabe, uma visita ao Museu, ou um desconto no mesmo. É que ninguém da Madeira é tão conhecido como Cristiano Ronaldo.
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