
Apesar dos alertas das várias entidades sociais para este fenómeno em geral, um caso de violência doméstica tem vindo a repetir-se ao longo dos últimos anos num apartamento de luxo, situado nas Virtudes. O agressor, homem com profissão reconhecida e estatuto social elevado, tem sido alvo de várias chamadas de intervenção da Polícia de Segurança Pública, mas a situação permanece sem resolução efetiva. Tudo isto ocorre na cidade, há anos, com a complacência e até indiferença de muita gente. O FN reserva-se ao direito de não publicar fotos identificadas de presumíveis agressores, competindo às autoridades policiais e judiciais a investigação.
Segundo testemunhos feitos chegar também ao Funchal Notícias, as agressões incluem não só violência física — socos e pontapés — mas também violência psicológica severa, marcada por insultos, humilhações e comportamentos de controlo obsessivo. A vítima e a filha são, frequentemente, obrigadas a abandonar a residência em situações de emergência, enquanto o agressor permanece no local.
Familiares do suspeito confirmam ter presenciado alguns episódios, mas, temendo a “mancha” na reputação da família, apelam repetidamente à vítima para que perdoe e regresse a casa. O agressor terá já recorrido a consultas de psicologia devido ao consumo excessivo de álcool, mas, segundo relatos próximos, o padrão de violência persiste.
Associações de apoio à vítima recordam que este tipo de casos exemplifica o peso do silêncio e da vergonha social, fatores que dificultam denúncias formais e retardam a justiça. Organizações como a APAV alertam para o facto de “a demora em agir pode colocar em risco não só a vítima, mas também os filhos que partilham o mesmo espaço”.
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