Estepilha: No Teatro Municipal não se deixam crescer as teias de aranha

Rui Marote
Esta manhã o Estepilha assistiu a uma limpeza da nossa principal sala de espectáculos, retirando as teias de aranha acumuladas nos recantos das portas como se fosse uma maquilhagem que paira no ar. Estes cuidados são essenciais para a preservação do património e para que este esteja sempre a brilhar.
Com 138 anos de idade, este teatro inaugurado em 11/3/1888 passou por vários nomes:”D. Maria Pia” para Manuel Arriaga em 1910. Em 1911 passou a chamar-se Teatro Funchalense e em 1942 Fernão de Ornelas, então presidente da CMF, mudou o nome para Baltazar Dias.
O Teatro deve o seu nome ao poeta cego da ilha da Madeira, autor teatral da segunda metade do séc. XVI, cujas obras têm sido representadas em autos populares europeus em África e no Brasil. Os romances de Baltazar Dias pertencem a uma comunidade de tradições poéticas entroncadas na própria história da poesia lírica europeia. É encarado como o “nacionalizador dos romances europeus”. O poeta requereu a D. João III o privilégio de só ele imprimir e vender as composições da sua autoria.
Não se sabe quantos anos viveu em Lisboa, tendo residido também alguns tempos na Beira.
Aqui fica o retrato do homem que tem o nome do nossa sala de espectáculos.
Quanto à manutenção, Estepilha! Cheiro de casa limpa é perfume de cuidado.
As nossas saudações. Quantas fachadas de edifícios históricos da nossa cidade não são limpas há séculos…

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