Élia Ascensão pediu ao PSD cooperação para resolver a ETAR do Caniço

Élia Ascensão aproveitou hoje a reunião de câmara para pedir aos vereadores do PSD cooperação na defesa de uma solução para a ETAR do Caniço. A presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz disse que mais importante do que reclamar celeridade nas bolsas de estudo, cujo pagamento está dentro dos prazos, é o PSD unir esforços com o actual executivo e fazer realmente diferença em matérias que são importantes para os munícipes do concelho.

A edil afirma que a ETAR do Caniço tem servido como arma de arremesso político contra Santa Cruz, quando a verdade é que aquela infraestrutura foi entregue à Câmara pelo Governo Regional a título provisório e já com um funcionamento deficitário, situação que se mantém sete anos depois.

Élia Ascensão referiu que há vários anos que a autarquia tenta abrir canais de diálogo com o intuito de assinar com o Governo Regional um contrato programa, exigindo tratamento igual ao que foi dado relativamente a estruturas semelhantes em outros concelhos.

Lembrou que a 24 de Fevereiro voltou a enviar ofício à Secretaria Regional do Ambiente, Turismo e Cultura, mas novamente o Governo Regional ignorou as vias institucionais de diálogo, preferindo a instrumentalização da Assembleia Regional, através de um pedido de audiência parlamentar sobre a ETAR do Caniço.

“Parecem preferir o circo mediático com fins políticos do que a solução e o diálogo institucional, único meio de garantir que trabalhamos em prol da população que nos elegeu, que é o objetivo de qualquer cargo político”, vincou.

A autarca lamentou que a Assembleia transfira a sua primeira obrigação de fiscalização do Governo Regional, preferindo servir de arma de arremesso político contra a autonomia do poder local e contra Santa Cruz em particular. Élia Ascensão questionou mesmo quando vai a Assembleia Legislativa chamar o presidente da Câmara Municipal do Funchal que acaba de inaugurar uma ETAR já desactualizada, ou o presidente da Câmara de Câmara de Lobos, ou o da Calheta.

“As pessoas estão a ver a diferença de tratamento e já não se deixam enganar”, vincou, salientando que é tudo isto que faz a política cair no descrédito.

“Santa Cruz podia marcar a diferença na política madeirense se todos os vereadores eleitos, independentemente do partido, se juntassem na solução de problemas reais, mostrando que a política é uma coisa importante e necessária e não uma peça de teatro ou uma conversa de café”, disse.


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