JPP lamenta que se tenha deixado cair a Capela de N. Sra. da Vida

Aconteceu o cenário que mais temiam as organizações de defesa do património e o Juntos Pelo Povo (JPP): a Capela de Nossa Senhora da Vida, na freguesia da Fajã do Mar, concelho da Calheta, colapsou, na última madrugada, constata o referido partido.

Há praticamente um mês, o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) apresentou um voto de protesto, exigindo que as autoridades “salvassem o que ainda poderia ser salvo da capela”, mas PSD/CDS chumbaram a iniciativa com o argumento de que “a fé não se circunscreve a quatro paredes”.

Para a maioria governativa o património edificado “pode ser destruído e voltar a ser construído, que é a mesma coisa, na lógica do nada se perde, tudo se transforma”, lamenta o deputado do JPP, Basílio Santos, natural da Calheta.

É verdade que o espólio já havia sido retirado e colocado no Convento de Santa Clara, o que é uma prova de que as entidades conheciam o risco de desmoronamento, mas “nada fizeram para salvar a vetusta e singular capela”, diz o parlamentar.

Também a Associação de Defesa do Património da Madeira (GENUS), em Fevereiro, manifestou “a esperança de que as entidades competentes e os respetivos proprietários possam agir com brevidade, assegurando a preservação e valorização deste importante testemunho do património religioso da Madeira”. Mas nada foi feito desde então.

“Fica a ideia, clara, de que a Câmara da Calheta e o Governo Regional não fizeram tudo o que poderiam ter feito, agora já é tarde, mas, de facto, em matéria de património o PSD/CDS tem um histórico pouco abonatório. Esta situação com a Capela de Nossa Senhora da Vida deixa no ar a ideia de que estavam à espera que o colapso acontecesse”, lamenta Basílio Santos.


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