
Os alunos do curso técnico de Ambiente, do 12 ano de escolaridade (CEF6C1), da Escola Secundária Jaime Moniz, aliaram o conhecimento do património escolar com a dinâmica do conhecimento na disciplina de português. Aliando o facto de o Núcleo Museológico do “Lyceu” ter inaugurado a exposição “Lentes de Memória: A Microscopia no Ensino Liceal”, organizada pelo Núcleo Museológico da instituição, ao conhecimento na disciplina de português, os discentes foram convidados a elaborar uma apreciação crítica, para avaliação diagnóstica, tendo por base esta mostra que convida a viajar no tempo e a descobrir como a observação do invisível moldou a ciência, a saúde pública e o ensino ao longo do século XX.
Após a troca de impressões em contexto de sala de aula sobre o papel do olhar minucioso do microscópio, inclusivamente como lente da memória, a abordagem extravasou para o saber pensar o mundo, isto é, sobre a importância de os jovens também adotarem um olhar clínico sobre as suas opções, relacionamentos e projetos, no sentido de construírem projetos sólidos.

Esta dinâmica de arranque escolar na disciplina de português, após a elaboração das apreciações críticas pelos discentes sobre o tema, culminou com a visita dos alunos ao Largo do Museu, onde a mostra está patente ao público durante este mês, para observarem in loco as características próprias desta importante fonte de conhecimento, bem familiar aos alunos que frequentaram o curso de ciências e tecnologia, a par com outros saberes.
É de referir que, conforme divulgou a coordenadora da exposição, Lília Castanha, há dados interessantes a conhecer sobre a microscopia ao longo de grande parte do século XX. Nessa época, os microscópios e o material de laboratório eram escassos e de difícil acesso, pelo que os docentes recorriam a outros recursos para observar o invisível a olho nu. Além dos microscópios, contam-se lâminas, manuais escolares, slides de vidro, instrumentos de laboratório, painéis científicos e modelos pedagógicos de Brendel, representando microrganismos. Estes materiais possibilitaram, durante décadas, o estudo de células, tecidos e organismos de dimensões impercetíveis ao olhar humano, abrindo caminho ao desenvolvimento das práticas laboratoriais em Ciências Naturais e Biologia.
Só após a democratização do ensino e a modernização pedagógica, a partir de 1974, se generalizou a prática experimental, permitindo que os alunos explorassem o mundo microscópico diretamente com os seus próprios olhos. A microscopia transformou o ensino e o conhecimento e foi relevante nas múltiplas dimensões da vida quotidiana.

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