Cais do Funchal prossegue em acentuada degradação

Rui Marote
O Funchal Notícias tem insistido na necessidade de arranjar e cuidar do cais da cidade pois este é uma área nobre do Funchal, que está em lamentável degradação e tem grande uso público. Além do mais, é melhor ter cautela com o estado das estruturas para evitar males maiores.
O cais do funchal foi durante muitos anos a entrada da cidade, porque não havia aeroporto e toda a gente chegava por mar, mesmo aqueles que, mais tarde vinham por via aérea, no hidroavião da “Aquila Airways”.
Muitos entraram no Funchal por esta via, inclusive o Rei D. Carlos e a Rainha D. Maria Amélia  o fizeram, no princípio do século XX. Nesta época, o cais e frente de mar engalanaram-se para receber a realeza.
Já não sabemos o número de vezes que alertámos para o estado de degradação desta outrora primeira sala de visitas.
Ficam as imagens para que os leitores do FN possam avaliar  o estado do nosso cais e possam manifestar as suas opiniões a quem de direito.
A vedação do cais está em perigo: a ferrugem apoderou-se do ferro forjado onde a manutenção deixou de existir. As cantarias estão quebradas e outras remendadas com betão.
Os bancos não são o modelo original e alguns estão destruídos. O piso está esburacado com ferros visíveis.
Este era o modelo original dos bancos no cais do Funchal, hoje no Jardim Municipal.
A erva nas escadas  e os arbustos na muralha do cais servem para segurar os cabos eléctricos. O varandim de ferro fixado não oferece segurança e até pequenos cabeços  de apoio à amarração de embarcações turísticas estão “calcinados”.
Faltam 15 domingos para o Natal: o chão aguarda a fixação de parafusos para segurar as ornamentações. Será que é necessário haver uma desgraça para se tomarem precauções?

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