Carros e camiões continuam a entrar no cais, nas praças, etc.

Rui Marote
É uma pena que haja o costume de, para facilitar deslocações, se entrar com carros e camiões em zonas que deviam ser apenas pedonais. Isto é habitual em muitos passeios e praças, mas também no cais da cidade do Funchal.
Maltratado, com vedações ferrugentas e inseguras e com o piso massacrado de buracos com parafusos  encravados e com cantarias destruídas, tudo isto concorre para que este ex-libris que já foi a entrada da cidade se vá progressivamente degradando.
Esta manhã foi um camião de distribuição de cerveja que percorreu todo o cais para entregar grades de  cerveja aos barcos de turismo e recolher grades vazias.
OS funcionários levam depois em carrinhos de mão as cervejas descendo as escadarias e levando a mercadoria até o barco atracado nos pontões. Serviço “cinco estrelas” de entrega às embarcações. Dentro de três meses o cais será novamente “invadido” pelas empresas de decorações natalícias para mais uns furos e buracos no piso para colocar de pé todo esse aparato decorativo.
Este não é o cais que conhecemos antigamente e que foi a porta de saída dos madeirenses para o Brasil e Venezuela. O cais do Pirata Azul para o Porto Santo, do carrinho de amendoim, do vendedor de castanhas. Hoje é um cais degradado… e à noite até as escadarias servem de urinol.

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