Rui Marote
A objectiva do repórter do Funchal Notícias captou este fim-de-semana o modo descontraído e engraçado como um cidadão fazia subir a “joeira” numa corrida constante na marginal da praia de Machico. Registámos o momento, uma simples imagem de Verão e de alguém que ainda se diverte com brinquedos antigos, e refrescámos a memória com a origem dos mesmos – na realidade, muito antiga.
A origem dos papagaios de papel também conhecidos como “pipas” remonta de facto à China antiga, por volta de 1200 a.C.
Inicialmente estes papagaios eram feitos de seda e bambu e usados até para fins militares, como sinalização e comunicação entre tropas. Com o tempo, a prática espalhou-se pela Ásia e chegou à Europa. onde se tornou um brinquedo muito popular especialmente entre as crianças.
Na Madeira do antigamente, eram populares as chamadas “joeiras”, um brinquedo de menino pobre, mas muito divertido. Era na mercearia que se comprava o papel de joeira e os novelos de cordel. Como o bambu era escasso, recorria-se à cana vieira. A cola era farinha desfeita em água. A “cauda” do papagaio eram restos de tecido.
Com o passar dos séculos, as pipas, como se lhes chamam em Portugal continental (mais do que papagaios) tornaram-se, além de brinquedos, como instrumentos importantes em certas experiências científicas, de que é exemplo, a famosa experiência de Benjamin Franklin para demonstrar que os raios eram uma forma de electricidade, colocando uma chave metálica para atrair o raio. Este experimento foi importante para o desenvolvimento dos pára-raios.
As pipas não foram usadas apenas na China para fins militares e de sinalização: o mesmo aconteceu séculos atrás noutros países europeus.
Nos dias de hoje a evolução foi de tal ordem que este brinquedo teve de dar lugar aos actuais “drones”, utilizados por muitos não com fins profissionais mas como uma espécie de brinquedo tecnológico desenvolvido para adultos, dando-lhes a capacidade de captar imagens do ponto de vista dos antigos “papagaios”!
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.









