
O Bloco de Esquerda (BE) nomeia como candidata Dina Letra à Câmara Municipal do Funchal e Higino Vasconcelos à Assembleia Municipal do Funchal.
Dina Letra foi Vereadora com pelouro na Câmara Municipal do Funchal, pela Coligação Confiança, indicada pelo Bloco de Esquerda e autarca no executivo da freguesia de Santa Maria Maior. Uma pessoa que conhece a Câmara do Funchal por dentro e os problemas que os funchalenses enfrentam todos os dias. O Higino Vasconcelos tem sido, ao longo dos últimos anos, autarca do BE em São Martinho.
“Esta candidatura é um compromisso leal com os funchalenses: um compromisso de falar verdade, pois os cidadãos estão cansados de promessas nunca cumpridas e de soluções fáceis que não resolvem coisa nenhuma; um compromisso de fazer diferente porque precisamos de soluções diferentes para problemas que se arrastam à demasiado tempo e se agravam todos os dias: um compromisso de estar ao serviço de todas e todos os funchalenses independentemente do seu local de residência na cidade, e o compromisso de uma nova confiança no futuro da cidade do Funchal, que esteve ao abandono nestes últimos quatro anos, liderado por uma coligação PSD-CDS que deixou os funchalenses sempre para trás.
Conhecemos a cidade, conhecemos a gestão da cidade, sabemos das dificuldades do povo, nós somos do povo, e temos a ambição de fazer diferente. Identificámos 5 eixos prioritários para a cidade, e que serão a base desta candidatura:
1. Habitação: é sem dúvida a maior emergência dos nossos dias e que precisa de soluções distintas e já. Elas existem e temos a coragem política para as pôr em prática, porque os funchalenses precisam de uma casa para viver, de uma casa que possam pagar com o seu salário, merecem respeito e quem defenda o seu direito à habitação contra a ganância de senhorios e da especulação imobiliária.
2. Mobilidade, acessibilidades e ordenamento do território: são o grande desafio de uma cidade com a nossa orografia e em crescimento, mas limitada pelas suas barreiras naturais e territoriais. Por isso é tão importante definir prioridades e fazer escolhas políticas que defendam a qualidade de vida e a segurança de quem vive no Funchal, de quem cá trabalha e de quem nos visita. Sempre sem colocar em causa a nossa identidade e autonomia. Neste momento, o Funchal está a tornar-se uma cidade descaracterizada, temos betão da serra até ao mar, temos milhares de carros todos os dias e a todas as horas na cidade, assiste-se à privatização do litoral com os funchalenses a terem cada vez menos acesso ao mar e estamos a expulsar os cidadãos da cidade.
3. Mais justiça fiscal e social: é o imperativo de uma cidade que se quer inclusiva e que não deixa ninguém para trás. Temos um aumento enorme das desigualdades e das assimetrias dentro do concelho e estamos a criar uma cidade para ricos e turistas e uma cidade para os trabalhadores funchalenses, que estão a ser privados do seu acesso à vida na cidade também devido ao constante aumento de bens e serviços e do custo de vida. Não precisamos de guetos, precisamos sim de criar condições para retirar da pobreza milhares de funchalenses, combater a violência doméstica e dar ferramentas para que o elevador social, através da educação, funcione.
4. Sustentabilidade ambiental, causa animal e alterações climáticas: sabemos da exposição e da vulnerabilidade da cidade a eventos climatéricos extremos e ao risco de incêndio, por isso a aposta deve ser sobretudo na prevenção. Precisamos de dar formação e ferramentas à população para que se possa defender; precisamos de apostar na reflorestação da cidade, desde a serra até ao mar pois enfrentamos a subida constante das temperaturas na cidade; precisamos de combater a pobreza energética das casas, de criar mais espaços verdes e de lazer para as famílias e de proteger a orla costeira e o acesso ao mar.
5. Cultura e cidadania: preservar as nossas tradições, democratizar o acesso à cultura, envolvendo a comunidade, e promover uma cidadania mais activa, participativa e crítica são elementos fundamentais para o desenvolvimento da cidade e das pessoas e para o respeito pela diversidade.
Queremos uma cidade para todas e todos os funchalenses, com todas e todos os funchalenses e onde é possível construir um futuro com qualidade de vida”, concluiu a nota divulgada.
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