Uma nossa leitora devidamente identificada, mas que nos pediu anonimato, alertou para uma situação que se passou consigo e com um sem-abrigo que anda de canadianas pelas ruas da cidade e que, apesar da deficiência que o aflige, é conhecido pelos comportamentos agressivos e insultuosos. O FN também já assistiu a anteriores comportamentos agressivos deste homem, que infelizmente não prima pela boa educação e por causa disso envolve-se em todo o tipo de conflitos.
“Pelos vistos nada se faz no sentido de parar isto”, critica a senhora. “Já tinha ouvido por parte de várias mulheres terem sido perseguidas e insultadas agressivamente por um sem abrigo que anda pela Fernão Ornelas de canadianas.
Infelizmente fui abordada ontem após as 22h no passeio ao pé da ribeira que faz ligação entre o Bazar do Povo e a Fernão Ornelas”, conta-nos.
“Estava a passar a passadeira, parei no passeio num instante para tirar o telemóvel para fazer uma chamada. Do outro lado da estrada começo a ouvir qualquer coisa por causa do telemóvel e a ser chamada de puta e cabra e quando olho para a frente, está esse sujeito a correr de canadianas na minha direcção”, descreve a senhora.
“Eu tentei atravessar para o outro lado da estrada mas o sinal estava aberto para os carros, ainda coloquei um pé na estrada e ia sendo atropelada. Estava pouco movimentado naquela zona, mas ninguém parou para me ajudar”, assinala.
O indivíduo continuou a gritar os impropérios acima descritos e outras grosserias, levantando ao mesmo tempo uma das canadianas. “Pensei que me ia bater”, diz a nossa leitora, que no entanto reconhece que o homem não lhe fez mal.
“Não chegou a bater. Só consegui dizer para me deixar em paz, que estava a ligar a uma pessoa. Acho que achou que lhe ia tirar uma foto, não sei”, aponta.
“Ele lá atravessou para o outro lado, ainda escorregou com as canadianas e caiu, e continuou a me insultar do outro lado. Eu fui na direção da Fernão Ornelas, eu ia para o teleférico apanhar o autocarro, tentei pelo caminho encontrar um polícia e nada, ninguém… Ainda pensei ir à esquadra perto do Liceu, mas estava nervosa e só queria apanhar o autocarro para casa”, refere.
“Não sei se este sujeito se já não bateu em alguma mulher. Será preciso isso ou pior para o tirarem da rua e o internarem? É um perigo público”, queixa-se a nossa interlocutora.
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