“Gaja”, “bardamerda”, “palhaço-mor”, “burra do caralho”. Foram estas as expressões utilizadas recentemente por um governante num debate parlamentar na Assembleia Regional.
Já ouvimos muitas coisas no parlamento regional mas pensávamos que estavam arredadas desde os tempos de Alberto João Jardim e Jaime Ramos (do lóbi gay, bando de loucos e o Sr. Silva), onde se ouviram coisas como “bastardos para não ter que lhes chamar filhos da puta” (Jardim) ou de Jaime Ramos que, no parlamento, chegou a chamar “filho da puta” ao deputado Bernardo Martins, “cabra” a Rita Pestana, “chulo” e “vadio” a Edgar Silva (PCP) a quem ameaçou dar “um tiro nos cornos”, “gatuno” e “burro” a Jacinto Serrão e um “vai à merda” a Violante Matos.
Basta fazer uma pequena pesquisa para verificar que, neste país e por esse mundo além, por menos houve demissões
Vejamos:
O ministro das Finanças (1985-90), Miguel Cadilhe, saiu do Governo após a polémica da compra de um andar nas Amoreiras, alegadamente sem pagar sisa.
Braga de Macedo deixou a pasta das Finanças em 1993 também por suspeitas de fuga ao fisco. Impostos pessoais foram também os motivos das demissões de Murteira Nabo da pasta do Equipamento, em 1995, e António Vitorino, “número dois” de António Guterres, em Novembro de 1997.
Em junho de 1993 o então Ministro do Ambiente, Carlos Borrego, demitiu-se por ter contado uma anedota sobre os mortos por hemodiálise em Évora.
Em setembro de 2014, o ministro da Sociedade Civil britânico, Brooks Newmark demitiu-se após ter enviado fotografias explícitas a um jornalista do jornal ‘The Sunday Mirror’, que se fez passar por uma jovem activista do Partido Conservador.
Em junho de 2015, o Prémio Nobel de Medicina de 2001, Tim Hunt, pediu a demissão do cargo de professor honorário na University College London, após dizer que “o problema de mulheres em laboratórios” é que elas levam homens a se apaixonar, se apaixonam também e choram quando são criticadas”.
Em novembro de 2016, o mayor da cidade de Clay, nos EUA, Beverly Whaling, demitiu-se por ter feito no facebook o comentário “Fizeste o meu dia, Pam”, numa resposta a uma publicação que apelidava Michelle Obama de “macaca de saltos altos”.
Em Fevreiro de 2021, o presidente do comité organizador dos Jogos Olímpicos abandonou o cargo, após comentários sexistas em que dizia que as mulheres atrasavam as reuniões por falarem muito.
Em abril de 2016, o então ministro da cultura, João Soares demitiu-se após ter escrito um post no Facebook a prometer “salutares bofetadas” aos cronistas do Público Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.
Em fevereiro de 2025, o Vice-ministro britânico, Andrew Gwynne foi demitido por ter escrito num grupo de WhatsApp que esperava que “os pensionistas que não votaram no Partido Trabalhista morram atê às próximas eleições”.
Em maio de 2025, o Ministro da Agricultura do Japão, Taku Eto demitiu-se após dizer que “nunca compra arroz”, porque recebe muito de apoiantes numa altura em que o país enfrenta crise económica.
E por cá?
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




