Rui Marote
O Estepilha nem queria acreditar nos seus olhos quando se deslocou à “terra amiga” do Porto Santo, aonde também João Gonçalves Zarco noutros tempos encontrou abrigo e proteção.
Ficámos boquiabertos com o que vimos por todo o lado: grandes “velas sem pavio”, capazes de fazer empalidecer que conheceu o Porto Santo ao longo dos 607 anos de descoberta.
A “Ilha Dourada” parece ter sido atingida por uma bomba atómica que transformou 90% do palmeiral num cenário apocalíptico.
Dialogámos com alguns porto-santenses sobre a paisagem inusitada encontrada por toda a parte. Resposta imediata: – “Fale com o senhor Presidente da Câmara! Pediu aos particulares para cortar as palmeiras exibindo um decreto devido à praga do escaravelho, esquecendo-se das palmeiras na via pública. Não está vendo? Estão doentes”.
O Estepilha, na sua inocência, questionou: “Mas, quando se está doente não se vai ao médico?”
Resposta: “- Isso é lá com o presidente da Câmara que nos deixa estes banquinhos para nos sentarmos”…
Porém, alguém terá de arregaçar as mangas e tratar deste “atentado ambiental”. 90% do Porto Santo está contaminado. Aqui fica o nosso alerta aos serviços florestais… mudar este cenário, proceder ao corte destas palmeiras, voltando a plantar imediatamente e alindando a entrada do Porto Santo e arredores.
Isto se queremos ter esta “terra amiga”, com a qual “não há igual”, a jóia mais antiga das jóias de Portugal”.
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